Médicos credenciados rejeitam acordo proposto pela Prefeitura de Goiânia

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) participou, na tarde de ontem (29), de reunião no Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia e da comissão dos médicos credenciados. Na ocasião, a entidade apresentou a decisão dos médicos credenciados junto à Prefeitura de Goiânia, deliberada em Assembleia Geral Extraordinária Permanente, pela rejeição da proposta da gestão municipal, por contemplar apenas parcialmente as reivindicações da categoria, mantendo-se a integralidade dos pleitos apresentados.

O Simego esteve representado pelo diretor financeiro, Robson Azevedo, e pelo assessor jurídico da entidade, Marun Kabalan, e reforçou a posição da categoria contrária aos termos do edital, que prevê redução significativa nos honorários médicos e condições de trabalho consideradas inadequadas. Para o Sindicato, a proposta da gestão municipal representa um retrocesso em relação ao contrato vigente e ignora as reivindicações legitimamente apresentadas pelos médicos credenciados.

A entidade destaca que a manutenção do Edital nº 003/2025 compromete a segurança jurídica dos profissionais e ameaça a continuidade da assistência em saúde na capital.

A categoria reafirma a disposição para a continuidade do diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, desde que as tratativas sejam capazes de dar resolutividade às demandas apresentadas. Os médicos conclamam a Administração Pública ao atendimento integral dos pedidos formulados, como condição essencial para garantir a continuidade da prestação dos serviços de saúde com qualidade, presteza e eficiência à população.

Para o diretor financeiro do Simego, Robson Azevedo, o impasse vai além da relação trabalhista e contratual. “Tudo isso reflete diretamente na saúde da população. O médico quer trabalhar, mas precisa de remuneração adequada, condições dignas e segurança contratual. Não é possível comparar a remuneração praticada em Goiânia, uma capital, com a de municípios de menor porte”, afirmou.

O Simego seguirá vigilante e adotará todas as medidas cabíveis para defender os direitos dos médicos credenciados e alertar a sociedade sobre os riscos que decisões unilaterais podem trazer à qualidade e à continuidade do atendimento prestado à população goianiense.