Com coordenação do MEsp, o GECOPA começa a traçar primeiras estratégias e desafios para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027

Oficina reuniu representantes de 25 ministérios para alinhar diretrizes, indicadores e os primeiros passos dos planos operacionais que irão orientar a atuação do governo do Brasil no Mundial

Representantes de 25 ministérios participaram, nesta terça-feira (10), em Brasília, da oficina estratégica “A Copa que Queremos”, encontro promovido pelo Grupo Executivo da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 (GECOPA) para alinhar as primeiras estratégias e desafios das 10 câmaras temáticas responsáveis pela organização do evento. O encontro contou com a organização do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A atividade marcou uma etapa importante na estruturação do planejamento do governo do Brasil para o torneio, que será realizado entre junho e julho de 2027. Durante a oficina, os participantes trabalharam na definição de uma visão compartilhada para o evento, além da construção de diretrizes estratégicas, indicadores de resultados e um checklist de orientações para os planos operacionais das câmaras temáticas.

A secretária extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Agatte, destacou que o encontro foi essencial para alinhar o trabalho das diferentes áreas envolvidas na preparação do país para sediar a competição. Segundo ela, o objetivo foi colocar todos os ministérios envolvidos “na mesma página” sobre os objetivos do evento e sobre os resultados que se espera alcançar.

“A reunião foi fundamental porque reunimos o grupo gestor da Copa, formado pelos representantes dos 25 ministérios envolvidos na organização. O objetivo foi trazer um alinhamento estratégico sobre o que queremos com a Copa, qual a importância do evento e como vamos organizar temas como governança, legado e a estrutura necessária para que as câmaras temáticas entreguem seus resultados”,
afirmou Juliana Agatte.
Juliana explicou que as câmaras temáticas estão estruturadas a partir das garantias apresentadas pelo Brasil à FIFA durante o processo de candidatura e que agora entram em uma fase de consolidação dos seus planos operacionais. Segundo ela, a expectativa é que a primeira versão desses planos seja apresentada até junho.

“O que discutimos aqui foram as diretrizes estratégicas e as premissas que queremos nesses planos, para orientar os líderes e colíderes das câmaras temáticas. A expectativa é que tenhamos uma primeira versão até junho e que ainda neste ano todos esses planos estejam concluídos”, disse.

A secretária também ressaltou que a experiência de gestores públicos que participaram da organização de outros grandes eventos esportivos no país contribui para fortalecer o planejamento do Mundial.

“Muitas das pessoas que estão aqui participaram da organização da Copa de 2014 e das Olimpíadas. Isso traz uma experiência muito importante para pensarmos o legado social, esportivo e ambiental. Queremos uma Copa com forte compromisso com a sustentabilidade e com uma governança bem estruturada”, destacou.
Integração entre ministérios

A assessora técnica da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Daniela Zacaria, ressaltou que o encontro foi fundamental para integrar o trabalho das diferentes áreas do governo envolvidas na preparação do evento. Segundo ela, o planejamento conjunto é essencial para garantir que as ações sejam executadas de forma coordenada.

“A importância desse encontro é que todas as partes possam se enxergar e se integrar antes do evento. Planejar de maneira conjunta, articulada e integrada certamente contribuirá para o sucesso da Copa”, afirmou.

Daniela explicou que o Ministério da Saúde participa de cinco câmaras temáticas relacionadas à organização do evento, em áreas como portos e aeroportos, segurança, legado social e cidades-sede. Ela também destacou que o Mundial poderá deixar impactos positivos para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população.

“O Ministério da Saúde está engajado não apenas na preparação para um evento de grande porte, mas também no legado que ele pode deixar, especialmente nas áreas de promoção da saúde, atividade física, alimentação saudável e saúde mental”, disse.

Protagonismo feminino

A assessora de gabinete do Ministério das Mulheres, Lucimara Cardoso, afirmou que a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil representa uma oportunidade histórica para ampliar a participação das mulheres no esporte.

Segundo ela, o evento poderá contribuir para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres e ampliar sua presença nos espaços esportivos. “Esse momento é muito esperado porque teremos a oportunidade de colocar as mulheres como protagonistas em um espaço que historicamente foi muito masculino. Queremos que as mulheres sejam vistas, valorizadas e que as meninas entendam que também podem ocupar esses espaços”, afirmou.

Lucimara destacou ainda que o evento poderá deixar um legado importante na promoção de ambientes esportivos mais seguros e inclusivos. “A Copa será um divisor de águas histórico. Queremos que as mulheres se sintam seguras para frequentar os estádios e que as meninas cresçam sabendo que podem jogar futebol e conquistar esses espaços”, disse.

Expectativa para 2027

Diretora da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Mariléia dos Santos, a Michael Jackson, afirmou que o trabalho de preparação do evento avança com o empenho das equipes envolvidas. Segundo ela, a expectativa é que o Brasil realize uma Copa histórica para o futebol feminino.

“Estou muito ansiosa. A cada dia o trabalho vai se intensificando e o importante é que o governo está empenhado. Com pessoas dedicadas e muito trabalho, tenho certeza de que faremos a melhor Copa do Mundo em 2027”, afirmou.
Para Mariléia, o torneio representará um marco para o futebol feminino no país e na América Latina. “Esse será o legado que o futebol feminino sempre sonhou. O Brasil tem capacidade para realizar uma Copa histórica e reuniões como essa ajudam a alinhar o trabalho para que o evento seja um sucesso”,
concluiu.