Trump ameaça atacar infraestrutura do Irã e fala em controlar petróleo do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez neste domingo (5) declarações duras sobre o conflito com o Irã, afirmando que considera ampliar ataques militares e assumir o controle das reservas de petróleo iranianas caso não haja um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, a medida seria considerada se Teerã não ceder às pressões internacionais para garantir a circulação na importante rota marítima do Golfo Pérsico. O presidente norte-americano afirmou que avalia ações militares mais amplas caso as negociações não avancem.
“Se não fecharem um acordo rapidamente, estou considerando destruir instalações e assumir o controle do petróleo”, declarou o presidente.
Trump também mencionou a possibilidade de novos ataques nos próximos dias, citando infraestrutura estratégica iraniana, como usinas elétricas e pontes. As declarações elevaram ainda mais a tensão no conflito que se intensificou nas últimas semanas.
Apesar do tom duro, o presidente norte-americano indicou que ainda vê espaço para negociação. Em entrevista à emissora Fox News, ele afirmou que existe a possibilidade de um entendimento diplomático em breve.
“Há uma boa chance de um acordo já amanhã. Eles estão negociando agora”, disse.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã alegando que o país estaria desenvolvendo armamento nuclear. A justificativa foi contestada pela Organização das Nações Unidas, que afirmou não haver evidências de que Teerã estivesse produzindo armas nucleares.
Escalada militar
Nos últimos dias, os confrontos se intensificaram. Segundo relatos divulgados durante o fim de semana, forças iranianas teriam abatido pelo menos três aeronaves militares norte-americanas, indicando que o país ainda mantém capacidade de resposta mesmo após semanas de bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
Uma das consequências mais significativas da guerra foi o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e por onde circula cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
A interrupção da rota afetou diretamente exportações de importantes produtores da OPEP, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait, que dependem da passagem para abastecer mercados na Ásia, Europa e Américas.
Desde o início do conflito, o preço do barril de petróleo ultrapassou a marca de US$ 100, pressionando cadeias globais de energia e alimentos.
Especialistas alertam que ataques contra infraestrutura essencial do Irã, como pontes e usinas elétricas, podem ampliar os riscos humanitários e econômicos de um conflito que já dura mais de cinco semanas e ainda não apresenta perspectiva clara de solução diplomática.