Caso Brutus: defesa diz que bombeiro não sabe se foi mordido; militar passa por avaliação após repercussão
O caso da morte do cachorro conhecido como Brutus, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, segue gerando repercussão e novos desdobramentos. A defesa do bombeiro militar responsável pelo disparo afirmou que o agente não tem certeza se chegou a ser mordido pelo animal durante o episódio.
Segundo o advogado do militar, a situação ocorreu em meio a um possível ataque de uma matilha de cães enquanto ele realizava atividade física. A versão inicial apresentada indicava que o bombeiro teria reagido após ser mordido, mas a defesa agora afirma que ainda não há confirmação sobre essa agressão.
O caso aconteceu no início de abril e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, mobilizando protetores de animais e moradores da região, que contestam a versão de agressividade do cachorro.
De acordo com o relato da defesa, o disparo teria sido efetuado com o objetivo de afastar o animal, e não de matá-lo. Ainda assim, o tiro acabou atingindo o cachorro, que não resistiu.
Situação do bombeiro
Após a repercussão do caso, o militar não chegou a ser oficialmente afastado de suas funções, mas foi submetido a acompanhamento e avaliação psicológica pela corporação. A defesa informou que ele não atuou em serviço nos dias seguintes ao ocorrido devido a ajustes na escala interna.
O Corpo de Bombeiros abriu um procedimento administrativo interno para apurar a conduta do agente, enquanto a investigação também segue na esfera policial.
Investigação e repercussão
O episódio é investigado pelo Grupo de Proteção Animal da Delegacia Estadual de Meio Ambiente, que apura as circunstâncias do disparo e a eventual caracterização de crime ambiental.
A morte do animal provocou reação de moradores e ativistas, que organizam manifestações e cobram esclarecimentos e responsabilização no caso. Parte da população afirma que o cachorro era dócil e conhecido na região, o que contrasta com a versão apresentada pelo militar.
O caso continua em investigação e deve avançar com a análise de imagens de câmeras de segurança e laudos periciais, que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido.