Área de controle tecnológico abre vagas, mas enfrenta dificuldade para encontrar profissionais
Empresa especializada em controle tecnológico mantém oito vagas abertas e não consegue formar equipes. Especialista aponta que o problema vai além da qualificação.
A dificuldade para encontrar profissionais tem se tornado um dos principais desafios da construção civil. Em um momento em que o setor mantém demanda por obras e serviços, muitas empresas enfrentam um obstáculo que vai além da conquista de novos clientes: encontrar colaboradores para compor as equipes.
Um exemplo é uma empresa especializada em controle tecnológico da construção civil, que atualmente mantém oito vagas abertas e encontra dificuldades para preenchê-las. As oportunidades são para cinco vagas de Auxiliar de Laboratório I, uma vaga de Laboratorista e duas vagas para Ajudante de Obras.
A escassez de profissionais impacta diretamente a rotina das empresas, podendo comprometer prazos, aumentar a sobrecarga das equipes e limitar a capacidade de expansão dos negócios.
De acordo com a engenheira civil e especialista em controle tecnológico, Francielle Diemer, o problema não está na falta de oportunidades, mas na dificuldade de encontrar pessoas dispostas e preparadas para atuar no segmento.
“Hoje, um dos maiores desafios da construção civil é formar e manter equipes. Temos vagas abertas, oferecemos oportunidade de desenvolvimento, mas encontramos dificuldade para contratar. Essa realidade afeta não apenas a nossa empresa, mas boa parte do setor”, afirma.
Segundo Francielle, o controle tecnológico é uma área essencial para garantir a qualidade e a segurança das obras, exigindo profissionais comprometidos e interessados em aprender.
“Muitas funções podem ser desenvolvidas com treinamento interno. O que buscamos são pessoas com responsabilidade, vontade de aprender e comprometimento. Existe espaço para crescimento profissional dentro da área, mas precisamos de pessoas que enxerguem essa oportunidade”, destaca.
A especialista ressalta que a falta de mão de obra já se tornou um gargalo para o crescimento das empresas da construção civil.
“Quando faltam profissionais, não é apenas uma vaga que permanece em aberto. Toda a operação sente os reflexos, desde o planejamento até a entrega dos serviços. É um desafio que precisa ser discutido por empresas, instituições de ensino e pelo próprio mercado de trabalho”, conclui.