Com serviços para todos os bolsos, estética automotiva já tem 5 mil empresas em Goiás
2 em cada 5 delas estão em Goiânia, que reúne sozinha o equivalente a 67% de todas as empresas do ramo do Distrito Federal
O mercado de estética automotiva cresceu 5,5% em Goiás, entre 2025 e 2026, aumentando de 4,8 mil para 5,1 mil o número de empresas no estado que fazem lavagem, polimento, descontaminação da pintura e outros tratamentos em carros e motos. Os números são apontados no painel Data Sebrae, que traz dados de microempresas, empresas de pequeno porte e CNPJs do tipo MEI (microempreendedor individual) consultados na Receita Federal.
A maioria esmagadora dessas empresas opera em Goiânia (são 1.119 empreendimentos). E a proporção de estéticas automotivas funcionando na capital, em relação ao estado, aumentou nesse período. Em abril de 2025, Goiânia tinha 18% de participação no mercado estadual. Em julho deste ano, somava 21% das operações em Goiás.
Consultor em estética automotiva e diretor da empresa Aqualis Soluções, especializada no segmento, Rafael Gonçalves explica que Goiânia se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais polos de embelezamento de veículos da região Centro-Oeste. Para efeito de comparação, com suas 1.119 empresas do segmento, a capital goiana reúne o equivalente a 67% de todas as estéticas automotivas do Distrito Federal.
Para Rafael Gonçalves, Goiânia se destaca no Centro-Oeste por ter estéticas automotivas descentralizadas na cidade e especializadas em diferentes serviços, inclusive para veículos premium, de alto valor. É um diferencial que, para o especialista, permite alcançar consumidores de todas as classes sociais e com mais diversos graus de exigência.
“Nós temos hoje em Goiânia profissionais que atendem, por exemplo, proprietários de Rolls Royce, um carro de milhões, ultraexclusivo, com procedimentos que chegam a custar milhares de reais. Ao mesmo tempo, há estéticas automotivas que surpreendem donos de carros populares com serviços da mais alta qualidade, em lavagens feitas por menos de R$ 100; ou seja, é um mercado democrático, que avança em Goiânia pela alta capilaridade que o setor cultivou na capital nestes últimos seis, sete anos”, conclui Rafael Gonçalves.