Livro “Araguaia, o Grande Rio” percorre escolas públicas de Goiás com palestras e distribuição gratuita de exemplares

Jornalista e escritor Hélmiton Prateado apresenta a estudantes de sete municípios goianos uma viagem pela história, biodiversidade e cultura do Rio Araguaia. Programação acontece entre 19 e 29 de outubro

O Rio Araguaia, um dos maiores símbolos naturais e culturais de Goiás, será protagonista de uma série de encontros com estudantes da rede pública estadual.

Entre os dias 19 e 29 de outubro, o jornalista, pesquisador e escritor Hélmiton Prateado percorre escolas de Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Itumbiara, Aparecida de Goiânia e Aruanã para apresentar o livro “Araguaia, o Grande Rio”, resultado de uma extensa pesquisa sobre as paisagens, as populações e a biodiversidade que compõem a história desse importante curso d’água brasileiro.

Com patrocínio da Piracanjuba, produção executiva da Dias e Melo Assessoria Cultural, sob responsabilidade de Wellington Dias, e realização do Governo de Goiás, por meio do Programa Goyazes, da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO), o projeto promove palestras gratuitas e distribuição de exemplares da publicação.

A nova agenda começa na segunda-feira, 19 de outubro, às 8h, no CEPI Pré-Universitário, em Goiânia. No dia seguinte, 20 de outubro, também às 8h, a atividade será realizada no Colégio Estadual Dom Prudêncio, em Trindade. Na quinta-feira, 22 de outubro, às 8h30, será a vez dos estudantes do Colégio Estadual João Carneiro, em Senador Canedo, receberem o escritor.

A circulação prossegue no dia 23 de outubro, às 8h, no CEPI Dom Veloso, em Itumbiara. Em Aparecida de Goiânia, estão programados dois encontros: no dia 26 de outubro, às 8h, no Colégio Estadual Joaquim Ricardo Teixeira, e no dia 27, também às 8h, no Colégio Estadual Itagiba Laureano Dorneles. O encerramento dessa etapa acontece no dia 29 de outubro, às 10h, no CEPI Dom Cândido Penso, em Aruanã, cidade que mantém uma relação histórica e cultural com o Rio Araguaia.

Das margens do rio para as salas de aula
Mais do que apresentar uma publicação, a proposta é aproximar as novas gerações de um patrimônio natural que faz parte da identidade goiana. Durante as palestras, Hélmiton Prateado compartilha experiências vividas ao longo da pesquisa, apresenta registros fotográficos e conversa com os estudantes sobre a geografia, a biodiversidade, as comunidades tradicionais e os desafios enfrentados pelo Araguaia.

Entre os temas abordados estão as nascentes do rio, suas cidades e vilas, os afluentes, os atrativos turísticos pouco conhecidos, a cultura do povo Karajá, a Ilha do Bananal e a importância da preservação ambiental.

“Vamos falar sobre a nascente, as cidades, as vilas, os afluentes, os pontos turísticos desconhecidos, a cultura ribeirinha, a etnia Karajá, a Ilha do Bananal. E frisar sobre a importância do empenho na preservação”, adianta o autor.

A iniciativa parte do entendimento de que conhecer o Araguaia é também reconhecer a história de Goiás. Ao levar esse conhecimento às escolas, o projeto contribui para ampliar o repertório cultural dos estudantes e estimular reflexões sobre a responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais.

Uma expedição de mais de dois mil quilômetros
Com mais de 2.110 quilômetros de extensão, o Rio Araguaia nasce na região de Mineiros, em Goiás, e percorre diferentes paisagens até encontrar o Rio Tocantins, no Pará. Ao longo de seu trajeto, abriga uma rica biodiversidade e sustenta comunidades que construíram seus modos de vida em estreita relação com suas águas.

Foi esse universo que motivou Hélmiton Prateado a desenvolver uma investigação jornalística sobre o rio. O trabalho envolveu viagens terrestres e uma expedição fluvial entre Aruanã, em Goiás, e Pau D’Arco, no Tocantins, para documentar paisagens, comunidades, aldeias, cidades e histórias de quem vive às margens do Araguaia.

“Sempre tive fascinação pelo Rio Araguaia, as belezas das suas margens e como as pessoas interagem com a natureza às suas margens”, conta o escritor.

O resultado é uma publicação que reúne fotografias e narrativas jornalísticas, apresentando o Araguaia para além de suas conhecidas praias e de seu potencial turístico. O livro revela a diversidade de experiências humanas associadas ao rio e chama atenção para questões como desmatamento, poluição e exploração predatória.

Ao abordar esses temas, a obra estabelece uma relação direta entre preservação ambiental e memória cultural. Afinal, proteger o Araguaia também significa preservar os conhecimentos, as tradições e os modos de vida das populações que dependem dele.

Literatura, educação e preservação
A circulação pelas escolas integra um projeto mais amplo de democratização do acesso ao conhecimento. Além das palestras e da distribuição gratuita de exemplares, estão previstas doações da publicação a bibliotecas públicas, escolares e comunitárias, permitindo que o material continue disponível para consultas e atividades educativas.

A iniciativa também contempla recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, materiais audiovisuais e medidas voltadas a leitores com baixa visão.

O livro já foi apresentado a estudantes e professores do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Dr. Negreiros, em Nerópolis. O autor também participou de encontros com profissionais da Secretaria de Estado da Educação de Goiás para discutir possibilidades de utilização dos textos e das fotografias da publicação em materiais didáticos.
Outra etapa prevista é a apresentação do livro ao grande público, marcada para 5 de dezembro, em Goiânia, com local e horário ainda a serem confirmados.

Como contrapartida social, o projeto também realizará uma apresentação gratuita do espetáculo “O Incrível Sonho de Pepe”, do Manovisky Grupo de Teatro, destinada ao público atendido pelo Centro de Orientação, Reabilitação e Assistência ao Encefalopata (CORAE), em Goiânia.

Sobre o autor
Hélmiton Kéeller Borges Prateado é jornalista, pesquisador e escritor. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), construiu sua trajetória profissional na imprensa e na comunicação institucional, com passagens pelo jornal Diário da Manhã, onde atuou como repórter, editor de Política e editor executivo.
Recebeu o título de Cidadão Goianiense, concedido pela Câmara Municipal de Goiânia em 2013, e a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, em 2009. Na literatura, também é autor de “Um Homem Chamado Bondade”, publicado pela Editora Kelps em 2018.
Em “Araguaia, o Grande Rio”, reúne sua experiência jornalística ao interesse pela memória, pela natureza e pelas histórias das populações ribeirinhas, construindo um registro que convida os leitores a conhecer e valorizar um dos maiores patrimônios de Goiás.