Tarcísio vislumbra Presidência em 2030 e adota pauta dura para se consolidar como líder da direita

Em tom de transição para o pós-bolsonarismo, governador de SP cita plano para o Planalto ao fim de eventual segundo mandato e defende pautas conservadoras, como revisão do STF e redução da maioridade penal.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez a intenção de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2030. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o gestor paulista indicou que o projeto nacional depende da conclusão de um eventual segundo mandato no governo estadual e de uma construção política coletiva no campo da direita.

“O que está no horizonte agora é honrar meu compromisso com São Paulo (…) 2030 é outra conversa. A gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui. Terminando o segundo mandato e terminando bem, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, declarou o governador, que também revelou ter aconselhado o senador Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no país após o resultado da eleição presidencial de 2022.

Para além das sinalizações eleitorais, Tarcísio alinhou-se a bandeiras históricas da direita ao defender uma postura mais rígida na área da segurança pública. O governador manifestou apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, defendeu o emprego ampliado das Forças Armadas no combate ao crime organizado e posicionou-se a favor da redução da maioridade penal para 16 anos.

No âmbito institucional, o chefe do Executivo paulista defendeu reformas no Poder Judiciário e declarou suporte ao eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), condicionado à comprovação de crimes de responsabilidade.