Diaspóricas, série que aborda presença de mulheres negras na música brasileira, chega à segunda temporada

Diaspóricas – O Show é fruto da série documental Diaspóricas, realizada em 2022, sobre mulheres negras que produzem Música Preta Brasileira no cenário nacional. Com apresentações de estreia em São Paulo e em Goiânia, o espetáculo envolve a apresentação de um trabalho autoral coletivo entre musicistas negras de Goiás, participantes da 1ª temporada da série.

 

A música brasileira é uma mulher negra. Diaspóricas – O Show – é fruto da primeira temporada da série documental Diaspóricas, realizada em 2022, sobre a Música Preta Brasileira, feita pelas mãos, pelas bocas, pelos ouvidos e pelo sentir de mulheres que se encontram em Goiás.

A estreia foi em São Paulo, nos dias 15 e 16/10,  e em Goiânia a apresentação será no dia 26 de outubro, Teatro Sesc-Centro, às 20 horas.  O espetáculo envolve a apresentação de um trabalho autoral coletivo entre musicistas negras de Goiás, participantes da 1ª temporada da série.

Mulheres cerradeiras, amefricanas, sonoras, pretas e centrais. As musicistas Sonia Ray, Lene Black, Nina Soldera e Érika Ribeiro se encontraram para a produção dos cinco episódios da série, reconheceram-se em um encontro musical experimental, autêntico e emocionante e continuaram se conectando musicalmente.

As artistas desenvolvem carreiras individuais e Diaspóricas – O Show – é a consonância dessas trajetórias que resulta em um trabalho autoral coletivo de produzir música preta juntas. O programa traz um repertório que tem como referência a ancestralidade atravessada pelas histórias das artistas.

Mulheres pretas

A primeira temporada da série Diaspóricas (projeto audiovisual de curtas documentários realizado majoritariamente por mulheres negras) foi lançada em 2022 e está disponível gratuitamente no Canal Diaspóricas, no YouTube (https://www.youtube.com/@diasporicas1595). Os episódios reafirmam a presença histórica de artistas negras na música nacional, em um cenário de resiliência e de resistência das artistas diante de opressões estruturais como o racismo e o sexismo no universo profissional da música.

Diaspórica traz como protagonistas a compositora, cantora e violonista, Érika Ribeiro; a cantora Nina Soldera; a contrabaixista Sonia Ray e a percussionista Lene Black. As artistas trouxeram seus processos pessoais de superação do racismo e do sexismo a partir do caminhar com a Música Preta. Conheça um pouco de cada uma delas:

Sonia Ray desenvolve um intenso trabalho como contrabaixista, compositora, escritora e professora no curso de música da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (Emac/UFG). É artista convidada da Associação Internacional de Contrabaixistas desde 1993. Atua como solista em eventos no Brasil e internacionais, com destaque pela recente turnê realizada nos Estados Unidos em junho de 2023 e pela Turnê Europeia Qualea Trio de seu grupo, que passou por Portugal, França, Itália, Turquia e Noruega em 2019.

Lene Black é percussionista, com uma pesquisa musical debruçada sobre as raízes afro na música brasileira. Desenvolve um trabalho marcante acompanhando grupos-destaque da cultura goianiense como Dona da Roda, Terra Cabula, Banda Madá e o Trio Ilu Orin.

Nina Soldera é cantora, compositora, atriz e produtora cultural, com trajetória longínqua no cenário artístico de Goiás. Atua como vocalista na Banda MundHumano, que se destaca por uma sonoridade híbrida conectada às influências da mãe África na música brasileira e universal.

Érika Ribeiro é violonista, cantora e compositora, com uma produção autoral que ultrapassa 100 obras registradas. Apresenta-se regularmente no cenário nacional da música popular. Com sensibilidade única, tem conquistado o público, principalmente, feminino, com o recente trabalho, o álbum “Afrodisíaca”, que traz canções com narrativas pessoais em que muitas mulheres se reconhecem.