16ª Flipiri começa nesta quinta-feira em Pirenópolis com mais de 30 atividades culturais e homenagem à escritora Maria José Silveira

De 5 a 7 de novembro, Festa Literária movimenta o Centro Histórico com escritores, rodas de conversa, lançamentos, espetáculos e atrações gratuitas, 

celebrando as raízes e memórias da cidade que caminha para seus 300 anos

 

 

Pirenópolis se prepara para viver, de 5 a 7 de novembro, a 16ª edição da Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri). Com o tema “Raízes e Memórias – Vem 300!”, um dos eventos literários mais charmosos do país volta a ocupar o Centro Histórico da cidade com rodas de conversa, palestras, encontros literários, oficinas, lançamentos de livros, apresentações musicais, espetáculos, sessões de cinema, exposição de xilogravuras, caminhada literária, serenata e maratona de contação de histórias, reunindo escritores, artistas, pesquisadores, educadores, mediadores, representantes de instituições culturais e público. A Flipiri é um evento gratuito, realizado pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA).

Em sintonia com a campanha de celebração do tricentenário de Pirenópolis, em 2027, a Flipiri mantém uma característica que atravessa suas 16 edições: aproximar os livros das pessoas e investir na formação de novas gerações de leitores e escritores. Nesse caminho, a inspiração ocupa lugar central: a cada edição, a Festa homenageia uma personalidade de destaque da literatura, promovendo o encontro do público com a obra do convidado especial. Em 2026, a escolhida é a escritora goiana Maria José Silveira, que participará de conferência mediada pelo jornalista e escritor Maurício Melo.

Há uma conexão especial entre a homenageada, Pirenópolis e o tema escolhido para esta edição. Em Farejador de Águas, romance publicado em 2023, Pirenópolis faz parte da geografia da narrativa, em uma história que retorna a Goiás e percorre questões ligadas ao território, à natureza, à água e à memória. Ao homenagear uma autora que também transformou a cidade e o universo goiano em matéria literária, a Flipiri reforça o convite para olhar as próprias raízes no caminho para os 300 anos de Pirenópolis.

Nascida em Jaraguá, Maria José Silveira é graduada em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), antropóloga pela Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória transita pela literatura, pesquisa e edição. Em 1980, fundou a Editora Marco Zero, que dirigiu até 1998, e, em 2002, estreou como romancista com A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas. A obra atravessa cerca de cinco séculos da história brasileira a partir das mulheres de uma mesma família e recebeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

“Ser reconhecida na própria terra parece ser bem difícil, mas cá estou eu, muito honrada e feliz”, agradece Maria José

Programação

Ao longo de três dias, o público poderá desfrutas de uma programação composta por mais de 30 atividades. Entre os destaques estão os debates sobre letramento racial, literatura e inclusão, saúde mental, bullying, autismo, biblioterapia, memória, ancestralidade e produção literária contemporânea, além de encontros dedicados à fantasia, ao terror e à ficção científica. A programação também contempla o diálogo cultural entre Brasil e Angola, a participação de influenciadores digitais na formação de leitores, o primeiro Festival de Poesia Infantojuvenil Inverso e atividades voltadas ao mercado editorial.

A literatura ganha ainda as ruas de Pirenópolis com uma caminhada pelo Centro Histórico e uma serenata literária, enquanto o público poderá acompanhar espetáculos, oficinas de xilogravura e encadernação, além de apresentações musicais. As atividades ocuparão sete espaços e equipamentos culturais, entre eles o Theatro Sebastião Pompeu de Pina, o Cine Pirineus, o Colégio Militar, a Casa de Câmara e Cadeia, a APLAM, o Museu do Divino e o Jobim Piano Bar, além de percursos pelas ruas históricas da cidade.

 

Literatura para diferentes gerações

A etapa cultural da Flipiri transforma cartões postais de Pirenópolis em palcos de encontro com a palavra, e complementa a Flipiri Itinerante, que aconteceu em agosto e percorreu escolas das redes públicas municipal e estadual, na área urbana, nos povoados e na zona rural. Ao longo de três dias, a iniciativa reuniu 31 escritores, alcançou cerca de cinco mil estudantes e 360 professores e promoveu a doação de aproximadamente dois mil livros para os acervos escolares.

Para o prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, a Festa integra a história da cidade e desempenha, ao longo dos anos, um papel importante de incentivo à leitura, à educação e à cultura. Ele destaca especialmente a oportunidade de aproximar os estudantes dos livros, de obras premiadas e de escritores de reconhecimento nacional e internacional. Ao longo de sua trajetória, a Flipiri recebeu nomes consagrados como Ziraldo (1932–2024), criador de O Menino Maluquinho, que deixou um importante legado para a literatura brasileira, além de muitos outros autores de destaque. “A Flipiri ajuda a despertar nas nossas crianças e jovens o gosto pela leitura, amplia o conhecimento e contribui para a formação das novas gerações”, afirma. Para o prefeito, receber e apoiar uma iniciativa que há tantos anos valoriza a literatura e a educação é motivo de orgulho para a cidade.

Nesta fase, a programação envolve crianças em seus primeiros contatos com os livros até jovens, educadores, escritores, leitores e pessoas interessadas no universo literário. Entre os espaços, o Theatro Pompeu de Pina abrigará rodas de conversa que colocam em pauta temas convergentes à literatura e à sociedade contemporânea. Os temas abordados também abrangem memória e ilustração; representatividade e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA); criação literária; mercado editorial; Cerrado, fantasia, terror e ficção científica; além das relações históricas e culturais entre Goiás e Brasília.

No Cine Pireneus, apresentações artísticas, filmes, atividades de leitura e contação de histórias reforçam uma das marcas da Flipiri: fazer com que o contato com o livro comece cedo e esteja associado à imaginação, à descoberta e ao prazer de ler. A programação amplia esse caráter participativo com atividades que transformam literatura em experiência coletiva. A Maratona de Contação de Histórias se soma a iniciativas como o Circuito da Palavra – Desafio Literário, jogo de perguntas e respostas que une literatura e curiosidades sobre Pirenópolis, além de encontros em torno de clubes de leitura, biblioterapia e coletivos literários.

Os estudantes voltam a ter lugar de destaque com os Aulões literários a céu aberto – leitura e escrita que aprovam, que aproximam literatura e formação escolar ao mostrar como raízes e memórias podem contribuir com a preparação para o Enem e o PAS. Já a Caminhada Literária, conduzida pela escritora e idealizadora da Flipiri Iris Borges, em parceria com a Secretaria de Turismo, leva a experiência para as ruas, fazendo da própria cidade cenário para o encontro entre literatura, patrimônio e memória.

Iris, também presidente do ICA, destaca a renovação da alegria do reencontro dos autores do instituto com o público e o compromisso de valorização da história de Pirenópolis. “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri. Nesta edição, mergulhamos no tema ‘Raízes e Memórias – Vem 300!’ para refletir sobre o que constitui a identidade desta cidade, o que representam seus 299 anos de história e quantas pessoas passaram por aqui, deixando suas marcas e memórias. É muita história para contar”, reflete a escritora.

Lançamentos de livros, encontros com autores e outras atividades completam uma programação construída para que o público não seja apenas espectador, mas participe da Festa e da circulação de histórias. “As atividades foram organizadas com todo o cuidado para aproximar tradição e contemporaneidade, fazendo com que a palavra viva de hoje, respeite o que foi trilhado no passado, construindo, assim, pontes para um futuro melhor, tendo a literatura e os livros como propulsores desse movimento”, pontua Marcia Lages, curadoria executiva e cultural da Flipiri

Uma história construída com livros, autores e leitores

Para a escritora e produtora cultural Iris Borges, idealizadora da Festa e presidente do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri, e nesta edição mergulhamos no tema “Raízes e Memórias – Vem 300!” para pensar sobre o que faz esta cidade, o que representam seus 299 anos, quantas pessoas passaram por ali e deixaram suas marcas… É muita história”, reflete a escritora.

A Festa Literária de Pirenópolis foi criada em 2009, e segue firme no propósito de formar leitores e integrar a literatura à vida comunitária. Desde então, o evento já reuniu centenas de autores e milhares de visitantes e doou mais de 30 mil livros à rede pública de ensino.

A coordenação geral do evento, a cargo de Iris Borges, conta com a curadoria executiva e cultural de Márcia Lages e a curadoria literária de Mauricio Melo. Na coordenação pedagógica está Débora Bianca, na diretoria de arte Rose Costa, e na assessoria de produção temos a Adriana Araújo e a Jacqueline de Mattos.

Ao longo de sua trajetória o evento homenageou relevantes nomes da literatura goiana e nacional, contemporâneos ou do passado. Entre eles estão Inácio de Loyola Brandão, Roseana Murray, Goiandira Ortiz, Guido Heleno, Elder Rocha Lima, Eli Brasiliense e Adriano César Curado. Em vida, Ziraldo e Luís Fernando Veríssimo movimentam a cidade com participações emblemáticas. Já pilares da literatura goiana como Cora Coralina, Bernardo Élis, Carmo Bernardes e José J. Veiga Guido foram celebrados in memoriam.

A 16ª Festa Literária de Pirenópolis é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), apoio institucional da Secretaria do Estado da Educação de Goiás, governamental do Theatro Sebastião Pompeu de Pina, do Serviço do Comércio – Sesc Goiás, da Secretaria de Estado da Retomada e do Governo do Estado de Goiás e patrocínio do Siccob e Viajar pra Onde.

Sobre o Instituto Cultural Casa de Autores

Criado em 2006 por escritores de Brasília e transformado em Instituto Cultural em 2009, o Instituto Cultural Casa de Autores atua na promoção da leitura, da literatura e da formação cultural, em parceria com escolas e por meio de palestras, oficinas, cursos, feiras e eventos literários.

Entre suas principais realizações estão as 15 edições da Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI), além de eventos em outras cidades de Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. O Instituto também organizou, em 2022 e 2025, as duas edições do Prêmio Candango de Literatura, voltado à valorização da produção em língua portuguesa e ao incentivo à leitura.

 

 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL | 16ª FLIPIRI 2026

Tema: “Raízes e Memórias – Vem 300!”
De 5 a 7 de novembro | Pirenópolis (GO)

 

5 de novembro | Quinta-feira

Theatro Sebastião Pompeu de Pina

19h | Cerimônia de abertura institucional
Violões em Diálogo: Duo Brasil
Reinaldo Reis e Marcos Leon. Presença de autoridades e convidados.

6 de novembro | Sexta-feira

Colégio Militar

9h | Aulões a Céu Aberto
Leitura e Escrita que Aprovam: Como Raízes e Memórias Literárias Ajudam para Enem e PAS
Clara Arreguy e Maurício Melo Jr.

Theatro Sebastião Pompeu de Pina

8h30 e 14h | Espetáculo musical
Sonho, Alegria e Magia em Par-Lendas e Cantos
Ângela e Sérgio Duboc. Para escolas da rede municipal.

15h | Roda de conversa
Quem Conta Nossa História? Letramento Racial e Memória
Adelina Benedita e Dona Marieta de Souza. Mediação: Welligton dos Santos.

16h | Papo literário
Raízes Além-Mar: Angola e Brasil em Memórias Partilhadas
José Carlos Daio, ministro-conselheiro da Embaixada de Angola. Mediação: Leda Simone.

16h30 | Encontro literário
Raízes Conectadas: Influenciadores, Memórias e a Formação de Leitores no Digital
Babi Lins e Miguel Armound. Mediação: Iris Borges.

18h | Serenata Literária
Raízes e Memórias na Janela
Percurso pelas ruas de Pirenópolis, visitando as memórias vivas pirenopolinas.

18h30 | Premiação
Inverso: Primeiro Festival de Poesia Infantojuvenil
Premiação e lançamento de coletânea de poesias.

19h30 | Conferência de honra
Encontro com a escritora homenageada
Maria José Silveira. Mediação: Maurício Melo.

20h30 | Lançamento literário
Antologia Flipiri

Cine Pirineus

8h30 | Sessão especial de cinema
Mostra convidada da Embaixada da Rússia: Profeta
Filme infantojuvenil para escolas estaduais.

Manhã e tarde | Torneio e desafio literário
Torneio Literário Flipiri e Circuito da Palavra
Literatura e curiosidades de Pirenópolis.

15h | Roda de conversa
Raízes do Medo, Memórias de Coragem: Ansiedade Infantil e Bullying na Escola
Dante Ventura e Marilha Chaves. Mediação: Juliana Paiva.

15h30, 16h30 e 17h30 | Lançamentos literários
Livros autorais no hall de entrada

16h | Roda de conversa
Onde Mora a Literatura? Arte, Livros e Memórias na Escola e na Vida
Luzmarina de Alcântara, Régia Diniz e Izabella Rovo. Mediação: Cláudia Dantas.

17h30 | Roda de conversa
Memória e Continuidade: O Tema da Doação de Órgãos na Literatura
Tati Rocha e Roberto Naborfazan. Mediação: Jeanne Gomes.

Jobim Piano Bar

Durante o evento | Exposição
Um Imaginário Poético
Xilogravuras de Valdério Costa.

7 de novembro | Sábado

Centro Histórico de Pirenópolis

8h30 | Caminhada Literária
Percurso pelo Centro Histórico
Iris Borges e Sérgio Pompêo. Apoio da Secretaria Municipal de Turismo.

Theatro Sebastião Pompeu de Pina

10h30 | Roda de conversa
Ilustrar a Memória: Quando o Texto Cria Raízes
André Cerino, Élder Galvão e Isabella Barbosa. Mediação: Maria Amélia Elói.

11h30 | Roda de conversa
Raízes e Memórias: Corpos em Luta e Criação do Ativismo Coletivo em Goiás
Rômulo Vaz, Luiz Galvão e Paulo Reis. Mediação: Claudia Moraes.

12h30 | Roda de conversa
TEA (Transtorno do Espectro Autista) na Literatura: Vozes, Representatividade e Memória
Vanísia Rocha e Ana Clara Carvalho. Mediação: Alcione Luz.

14h | Roda de conversa
Entre o Elogio e a Crítica: Como Cuidar da Mente de Quem Escreve
Liduína Bartholo e Marcelo Pio. Mediação: Márcia Lages.

15h | Roda de conversa
Quando o Cerrado Sonha (e Assombra): Fantasia, Terror e Ficção Científica em Goiás e no DF
Patrícia Baikal, Paulo Souza, Giovana Lobato e Ramir Curado. Mediação: Florismar Gasparotto.

16h | Roda de conversa
Raízes e Memórias em Rede: Os Coletivos Literários e Suas Escritas
Dinorah Couto (AIAB), Almerinda Garibaldi (Rede Sem Fronteiras), André Coelho (Academia Cruzeirense de Letras/DF e ACADOS) e Tereza Caroline Lobo (APLAM). Mediação: Rosângela Vieira Rocha.

17h | Palestra
Brasília Nasceu em Goiás? Raízes e Memórias do Alicerce Goiano
Lenora Borba (IHGG) e Herbert Moraes.

19h | Espetáculo literário de encerramento
Histórias da Boca da Noite
Grupo Paepalanthus: Aldanei Menegaz, Miriam Rocha, Rose Costa e Simone Carneiro.

20h | Show musical
Plural
Hugo Vitti. Música autoral goiana em circulação.

Cine Pirineus

8h30 às 13h30 | Maratona de Contação de Histórias
Apresentações no palco central

8h30 às 17h30 | Lançamentos literários
Livros autorais no hall de entrada

13h30 | Papo literário
Raízes que Nos Escrevem: Memória, Família e Pertencimento
Lançamento de Amarujento, com Diêgo Feliz Bento. Mediação: Patrícia Coelho.

14h30 | Roda de conversa
Biblioterapia e Clubes de Leitura: Resgatando Raízes e Tecendo Memórias
Associação Brasileira de Biblioterapia e Calangos Leitores. Mediação: Adriana Araújo.

15h30 | Roda de conversa
Literatura e Mediação de Conflitos: Diálogos a Partir de Raízes e Memórias
Samira Iasbeck e Débora Bianca. Mediação: Iris Borges.

16h30 | Palestra
Raízes e Memórias no Mercado Editorial: Como Tornar Seu Texto Publicável?
Corina Campos e Leila Bortolazzi.

17h30 | Roda de conversa
Narrar, Pesquisar, Preservar: A Literatura na Universidade
Alexandre Bonafim e Carla Conti. Mediação: Andréia Cardozo.

Casa de Câmara e Cadeia, APLAM e Museu do Divino

9h às 11h | Oficina de Xilogravura
Valdério Costa.

10h às 12h | Oficina Baticum
Ensaio aberto
Orquestra Baticum.

11h às 12h30 | Oficina de Encadernação Manual e Bate-Papo sobre Publicação Independente
Natália Cristina Aniceto.

14h | Encontro cultural
Mulheres que Tecem Mundos: Palavras, Saberes e Narrativas Femininas
Proposta da APLAM com Maurivânia Aparecida de Farias, Mara Velvet e Aline Lôbo.

Jobim Piano Bar

Durante o evento | Exposição
Um Imaginário Poético
Xilogravuras de Valdério Costa.

Informações: www.flipiri.art.br | Instagram: @flipiri.oficial

Realização: Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Organização: Instituto Cultural Casa de Autores (ICA).

 

 

 

SERVIÇO

16ª Festa Literária de Pirenópolis – FLIPIRI 2026
Tema: “Raízes e Memórias – Vem 300!”
Etapa Cultural: 6 e 7 de novembro
Local: Centro Histórico de Pirenópolis (GO)
Realização: Prefeitura de Pirenópolis / Secretaria Municipal de Educação e Cultura
Organização: Instituto Cultural Casa de Autores (ICA)
Instagram: @flipiri.oficial

Entrada franca