Goiás ganha maior aeroporto executivo do Centro-Oeste e reforça protagonismo na aviação privada brasileira

Primeiro pouso no AeroParque de Bela Vista de Goiás marca avanço de um empreendimento que nasce para atender uma das maiores concentrações de aeronaves particulares do país

A expansão da aviação executiva no Brasil tem impulsionado uma nova categoria de investimentos: os condomínios aeronáuticos. E um dos projetos mais ambiciosos desse mercado acaba de alcançar um marco importante em Goiás.

Na última semana, o AeroParque de Bela Vista de Goiás recebeu o primeiro pouso de teste em sua pista principal, consolidando mais uma etapa da implantação daquele que é apontado como o maior aeroporto privado em construção no Brasil e detentor da maior pista executiva em operação no Centro-Oeste.

Localizado às margens da GO-020, um dos principais corredores de expansão econômica do estado, o empreendimento surge em um cenário de crescimento da aviação privada no país e de fortalecimento do protagonismo goiano no segmento. Goiás figura entre os estados com maior número de aeronaves particulares registradas, realidade que tem pressionado a demanda por infraestrutura especializada para empresários, investidores e operadores do setor.

Para José Ricardo de Oliveira, fundador do Grupo Café Rancheiro e idealizador do AeroParque, o projeto nasceu da percepção de uma necessidade crescente do mercado.

“Goiás possui uma das maiores frotas de aeronaves particulares do Brasil e precisava de uma estrutura dedicada à aviação executiva. O AeroParque foi concebido para oferecer eficiência operacional, segurança e uma nova dinâmica de negócios para empresários que utilizam a aviação como ferramenta estratégica”, afirma.

Com aproximadamente dois quilômetros de extensão e 30 metros de largura, a pista já recebeu a homologação operacional do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), permitindo o início dos testes e operações previstas para a fase de implantação.

Mais do que um aeroporto, o projeto segue o conceito de condomínio aeronáutico, modelo consolidado nos Estados Unidos e que vem ganhando espaço no Brasil. A proposta reúne hangares, prestadores de serviços especializados, manutenção, suporte operacional e infraestrutura voltada exclusivamente para aeronaves privadas em um único ambiente.

Segundo Paulo Lemes, engenheiro, piloto e sócio da Aeroplan, responsável pelo desenvolvimento técnico do projeto, o AeroParque foi concebido para se tornar um polo de serviços e negócios ligados à aviação executiva.

“O conceito vai além da pista. Estamos falando de um ecossistema voltado para a aviação privada, reunindo empresas, operadores e proprietários de aeronaves em uma estrutura planejada para oferecer eficiência e conveniência”, explica.

O primeiro pouso foi realizado pelo comandante Eduardo Batagim, profissional com experiência em operações no Brasil, Estados Unidos, Caribe e América do Sul.

“Encontramos uma infraestrutura extremamente bem planejada, com excelentes condições operacionais e alinhamento favorável às características da região. São atributos que colocam o AeroParque entre os projetos mais promissores da aviação executiva brasileira”, afirma.

Além do impacto para o setor aeronáutico, a expectativa é que o empreendimento contribua para a atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento do corredor econômico da GO-020, região que vem concentrando novos projetos imobiliários, industriais e logísticos.

Para o prefeito de Bela Vista de Goiás, Eurípedes do Carmo, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para o município.

“A implantação do AeroParque reforça a vocação de Bela Vista para receber novos investimentos e amplia nossa competitividade na atração de empresas e negócios de alto valor agregado”, destaca.

Em um momento em que a aviação executiva se consolida como instrumento de produtividade para empresários e investidores, o AeroParque posiciona Goiás em uma rota cada vez mais relevante dentro da infraestrutura privada de mobilidade aérea do país.