Embratur recebe propostas que fortaleçam imagem do Brasil no exterior

A Embratur começa a receber, a partir de 2 de janeiro, propostas para o Edital de Seleção Pública de Patrocínio 2026. Podem ser apresentados projetos que ampliem a visibilidade e a atratividade internacional do Brasil, fortalecendo a Marca Brasil e a Marca Embratur e gerando impacto positivo em imagem, negócios e fluxo turístico internacional.

As iniciativas devem estar alinhadas ao Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 – e ao Planejamento Estratégico 2024–2027 da agência pública federal. “Buscamos projetos que promovam o Brasil nos nossos 25 mercados estratégicos de forma alinhada com o Plano Brasis, priorizando a sustentabilidade, a inclusão e a inovação”, explica o presidente da Agência, Marcelo Freixo.

As ações devem estimular a conectividade aérea, fluvial e a comercialização internacional de destinos, com ênfase na promoção do turismo sustentável e regenerativo. “É um edital voltado para o turismo para quem recebe, fazendo dessa atividade econômica um vetor de geração de emprego e renda. Se tornarmos nosso país melhor, ele será melhor para quem nos visita”, afirma Freixo.

As inscrições para o edital ocorrerão de 2 de janeiro a 3 de outubro de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pelo site patrocinio.embratur.com.br, com antecedência mínima de 60 dias da data do evento.

Marca Brasil

O Edital 2026 prioriza o posicionamento da Marca Brasil e da Marca Embratur nos 25 mercados estratégicos definidos pelo Plano Brasis. Entre esses mercados, estão países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e China.

Na seleção das propostas, serão priorizadas aquelas que estejam relacionadas às seguintes áreas de atuação:

Cultura e Economia Criativa: festivais de música, promovendo artistas brasileiros e gêneros musicais nacionais; exposições de arte (artes visuais, fotografia e multimídia); literatura e eventos literários, como feiras de livros e lançamentos internacionais; workshops e oficinas criativas, como artesanato, moda e outras expressões culturais; feiras de economia criativa com foco em produtos culturais, inovadores e sustentáveis.

Gastronomia: festivais gastronômicos com chefs brasileiras(os) e ingredientes típicos; feiras e exposições gastronômicas internacionais voltadas à promoção da culinária brasileira; experiências imersivas, como oficinas culinárias e degustações.

Aventura e Natureza: competições e eventos de aventura (trilhas, escalada, rafting etc.); promoção de destinos naturais em parques e reservas; observação de vida selvagem, integradas com práticas de conservação ambiental.

Turismo Regenerativo:
projetos de ecoturismo que valorizem os biomas brasileiros; turismo de base comunitária, com roteiros gerenciados por comunidades locais; ações de conservação ambiental integradas ao turismo.

Diversidade e Inclusão:
afroturismo, com roteiros focados na cultura afrobrasileira; turismo LGBTQIA+, promovendo o Brasil como destino inclusivo; turismo acessível, voltado para pessoas com deficiência; turismo étnico, valorizando povos e comunidades tradicionais indígenas e quilombolas.

Negócios e MICE: feiras e exposições internacionais; congressos e conferências globais.

Inovação e Tecnologia no Turismo: apoio a startups e soluções tecnológicas aptas para lançamento; uso de realidade virtual e aumentada; eventos tecnológicos aplicados ao turismo; experiências de inovação social – turismo de base comunitária, utilização de tecnologias sociais aplicadas ao turismo, governanças corporativas -; projetos com instituições de ensino e pesquisa – elaboração de pesquisa aplicada e de base em prol do setor turístico, bolsas de estudo, eventos acadêmicos e publicações acadêmicas; projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para aplicação e/ou desenvolvimento de tecnologia e/ou inovação nas empresas do trade turístico.

Patrimônio Histórico e Cultural: promoção de roteiros históricos em patrimônios tombados, consolidados no mercado internacional; festivais culturais que destacam manifestações tradicionais brasileiras.

Turismo Rural: experiências de turismo rural, como roteiros agrícolas e hospedagens em fazendas; festivais, feiras e eventos rurais com foco na promoção internacional.

Turismo Científico: exploração científica em sítios arqueológicos, ambientes naturais e geoparques; observação ambiental voltada para pesquisa e preservação.

Turismo Esportivo e de Saúde: eventos esportivos internacionais (ciclismo, surfe, corrida etc.); turismo de saúde, promovendo bem-estar e práticas terapêuticas.

Audiovisual: festivais e eventos de promoção relacionados ao audiovisual, preferencialmente eventos já consolidados no cenário nacional ou internacional; ativações em eventos internacionais usando conteúdo audiovisual para promoção (filmes etc.) do soft power brasileiro ligado à cultura, destinos, em parceria com órgãos de cultura, trade turístico, conventions ou film commissions e/ou permitam ampliar o potencial de circulação do conteúdo audiovisual para diferentes públicos e audiências seja em festivais, salas de exibição, eventos de mercado ou plataformas de streaming; mobilização de atores-chave do setor turístico e audiovisual para fortalecer redes de film commissions brasileiras e ampliar o impacto das ativações.

ESG (Ambiental, Social e Governança): iniciativas que promovam diversidade e inclusão social, com apoio a quilombolas, indígenas e outros povos e comunidades tradicionais; campanhas para reduzir desigualdades e fortalecer o turismo regenerativo e de base comunitária; iniciativas de neutralização de carbono em atividades turísticas; iniciativas relacionadas ao nivelamento em gestão e boas práticas de negócios, com foco em orquestração do trade turístico e práticas anticorrupção.

Ano eleitoral

Proponentes, que devem ser pessoas jurídicas, precisarão apresentar declarações obrigatórias, como a Declaração de Não Utilização para Fins Eleitorais. Além disso, há restrições eleitorais para a contratação, aplicáveis de julho até a posse dos eleitos, em janeiro de 2027.

Nesse período, fica suspensa a celebração de contratos e a transferência de recursos para parceiros do setor público. Novas contratações e repasses a entidades privadas também são suspensos caso as pessoas dirigentes sejam candidatas ou pré-candidatas.