7 erros mais comuns na compra do material escolar e como evitá-los
Especialista do CEUB aponta compras por impulso, falta de planejamento e foco em marcas como os principais vilões do orçamento no início do ano letivo
A compra do material escolar pode se transformar em um susto no orçamento no começo do ano. Na maioria das vezes, porém, o problema não está apenas nos preços, mas em erros de planejamento e de consumo que se repetem a cada volta às aulas. Para Max Bianchi Godoy, consultor empresarial, mestre em Administração e professor do Centro Universitário de Brasília (CEUB), pequenas mudanças de hábito podem ajudar as famílias a reduzir gastos de forma significativa.
“A maioria das famílias gasta mais do que deveria porque compra sem estratégia, por impulso e sem avaliar o que realmente é necessário”, afirma o especialista. A seguir, o docente do CEUB lista os erros mais frequentes na compra do material escolar e indica como evitá-los:
1. Comprar por impulso
Um dos erros mais frequentes é adquirir itens devido a promoções chamativas ou por pressão dos filhos, o que costuma levar a compras desnecessárias ou não planejadas. Como evitar: definir previamente um orçamento máximo e buscar segui-lo rigorosamente.
2. Não verificar o que já existe em casa
Muitas famílias acabam comprando novos materiais que ainda estão em bom estado, como mochilas, estojos, réguas e cadernos parcialmente usados.
Como evitar: organizar os materiais em um único local e fazer um inventário antes de ir às compras.
3. Focar apenas em marcas famosas
Produtos de marca costumam elevar significativamente os custos e nem sempre costumam oferecer vantagens reais em relação a marcas menos conhecidas. Como evitar: comparar o custo-benefício e buscar alternativas de marcas alternativas equivalentes.
4. Deixar tudo para a última hora
Comprar o material escolar durante a alta temporada e com pressa costuma reduzir as chances de encontrar bons preços e promoções. Como evitar: antecipar as compras, especialmente nos meses de novembro e dezembro, ou aproveitar períodos de menor demanda.
5. Não pesquisar preços
Muitas pessoas costumam adquirir todos os itens em uma única loja, sem realizar comparações individualizadas de preços, o que pode resultar em gastos desnecessários. Como evitar: pesquisar em lojas físicas e online, utilizando aplicativos, sites comparativos ou utilizar planilhas simples, comparando os preços item a item nas principais lojas.
6. Ignorar a possibilidade de compras coletivas
Várias famílias costumam deixar de aproveitar descontos por volume de compras, deixando de se organizar com outros pais e responsáveis. Como evitar: reunir familiares ou pais de outros alunos de mesmas classes para negociar preços em compras maiores junto a lojas ou fornecedores, realizando compras conjuntas.
7. Parcelar sem avaliar o impacto no orçamento
Dividir o valor total em muitas parcelas pode gerar juros e comprometer o orçamento mensal ao longo do ano. Parcelamentos longos comprometem o orçamento ao longo do ano. Como evitar: priorizar pagamento à vista (PIX ou dinheiro) para obter descontos reais. “A compra do material escolar é um excelente exercício prático de educação financeira familiar. Quando feita com planejamento, ela ensina consumo consciente tanto para os pais quanto para as crianças”, conclui Godoy.