Dias dos Pais: Reconhecimento de paternidade marca o início de um novo futuro para família
Em 01 de agosto, por meio da Defensoria Pública Allyce efetivou um de seus direitos fundamentais: ter o pai oficialmente reconhecido
Durante 10 meses de vida, a pequena Allyce Moreira conviveu sem o nome do pai na certidão de nascimento. Essa lacuna, entretanto, foi preenchida em apenas duas semanas, graças ao atendimento realizado pela Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) em Luziânia, durante a edição 2026 do programa Meu Pai Tem Nome. Em 01 de agosto, Allyce efetivou um de seus direitos fundamentais: ter o pai oficialmente reconhecido.
Filha de Taís do Nascimento Batista Moreira, 26 anos, e Wéverton dos Santos Gomes, 30 anos, Allyce é fruto de um breve relacionamento entre dois amigos que se conhecem desde a juventude. Após o nascimento da menina, em meio a dificuldades financeiras para custear um exame de DNA que confirmasse a paternidade, buscaram a Defensoria Pública.
“Vim buscar informação e fui surpreendida pelo programa Meu Pai Tem Nome”, contou Taís. Após o atendimento inicial, a coleta do material genético para o exame foi realizada de forma gratuita, logo nos dias seguintes. Uma semana depois, durante o atendimento concentrado, em 01 de agosto, o resultado positivo marcou o início de uma nova etapa.
“A partir daqui agora começa um novo futuro”, resumiu Wéverton. Como parte dessa construção, a sessão de mediação conduzida pela DPE-GO para a confirmação da paternidade também permitiu um acordo amigável quanto a guarda, alimentos e convivência, aspectos essenciais na vida da filha. Além do reconhecimento do vínculo biológico, definiram como ele será vivido no cotidiano.
Após a conclusão do processo, Taís compartilhou sobre a importância da iniciativa. “Nem sempre temos dinheiro para fazer um DNA, pagar um advogado e acessar a Justiça. O programa ajuda quem não tem condições financeiras e deseja um acordo rápido. Assim, não só tira a mãe do sufoco, mas permite olhar para a criança e reconhecer a paternidade para que ela tenha contato com o pai e convívio com a família”.
Acolhimento institucional
Para a defensora pública Ana Paulo Vico Ramos, titular da 1ª Defensoria Pública Especializada de Infância e Juventude de Luziânia e responsável pelo atendimento da família, o caso demonstra o principal objetivo do programa Meu Pai Tem Nome. “A Defensoria funcionou como um canal facilitador para o reconhecimento da paternidade, mas também para outras questões relacionadas à convivência em um espaço acolhedor”, declarou.
Mais do que um nome da certidão de nascimento, o reconhecimento da paternidade abriu caminho para que Allyce cresça cercada pelo cuidado e pela responsabilidade compartilhada. “Quero cumprir o meu papel de pai. Mesmo que eu não esteja com a mãe, quero estar com a minha filha, acompanhar o seu crescimento e compartilhar momentos, para que ela tenha certeza que tem um pai”, concluiu Wéverton.