Fitness avança no Brasil, movimenta bilhões e impulsiona novos empreendimentos em Goiás

Com país entre líderes globais em academias, expansão do setor embala investimentos como a nova unidade da rede Panobianco no ASA Open Mall, centro de conveniência em fase de finalização no Parque Oeste Industrial

O senso comum por muito tempo associou a atividade física apenas à estética ou à saúde individual. Hoje, porém, dados mostram que o “setor do movimento” se tornou uma engrenagem relevante da economia brasileira. Nesse contexto, o sedentarismo deixou de ser apenas um problema médico e passou a representar também um impacto financeiro significativo.

O custo dessa inatividade é alto. O tratamento de doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à falta de exercício, como hipertensão, diabetes e depressão, consome cerca de R$ 4 bilhões por ano, segundo estimativas baseadas em dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Em contrapartida, investir em atividade física gera retorno direto: para cada R$ 1 investido no setor, outros R$ 3 são economizados com saúde, de acordo estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse cenário ajuda a explicar a força do mercado fitness. O Brasil já ocupa a segunda posição mundial em número de academias, com mais de 35 mil unidades, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo a International Health, Racquet & Sportsclub Association, com dados repercutidos no país pela Associação Brasileira de Academias. Além da expansão, o setor também movimenta R$ 17 bilhões anuais, conforme levantamento do Panorama Setorial da Fitness Brasil.

É nesse ambiente de expansão que surgem novos empreendimentos voltados à qualidade de vida. Em fase final de implantação no Parque Oeste Industrial, o ASA Open Mall anuncia a chegada de uma unidade da rede Panobianco, acompanhando a descentralização dos serviços e a busca por conveniência.

Com aproximadamente mil metros quadrados de área construída, a academia foi projetada para se posicionar entre as maiores da região. Um dos diferenciais é o mezanino com mais de 500 metros quadrados, que amplia a capacidade operacional e permite uma organização mais eficiente dos ambientes.

Segundo o sócio do ASA Open Mall, William Martins, o projeto responde a uma mudança clara no comportamento do consumidor. “A ideia é entregar um espaço que realmente dialogue com quem busca conveniência, estrutura e qualidade em um só lugar. A academia será um dos pilares do nosso mix de serviços”, afirma.

Crescimento em Goiás

Em Goiás, esse movimento acompanha a tendência nacional. Na capital, Goiânia, o cenário reforça esse potencial de crescimento: 41,3% dos goianienses fazem pelo menos 2h30 de atividades físicas moderadas por semana no tempo livre. Já 8,4% das pessoas fazem atividades durante o deslocamento para a escola ou trabalho, índice que coloca a cidade entre os destaques nacionais, segundo um levantamento do Ministério da Saúde.

Para a sócia Agni Aguiar, o empreendimento também dialoga com esse momento de expansão. “Estamos implantando um centro pensado para o dia a dia das pessoas, e o bem-estar é parte fundamental disso. Uma operação desse porte contribui para a valorização da região”, destaca.

A unidade foi planejada para atender diferentes perfis, de iniciantes a praticantes avançados, com modalidades como musculação, pilates, lutas, dança e aulas coletivas.

A escolha do local, segundo o franqueado Rafael Assunção, foi baseada em estudos de mercado. “Identificamos uma lacuna na oferta de academias na região, o que reforçou nossa confiança no potencial do projeto”, afirma.

Ao integrar saúde, economia e desenvolvimento urbano, o avanço da atividade física no Brasil, com reflexos em Goiás, evidencia uma transformação em curso: movimentar o corpo também é uma forma concreta de movimentar a economia.