IBGE: Desemprego cai para 5,3% e Brasil atinge menor taxa de toda a série histórica no governo Lula
Com recorde de 103,3 milhões de brasileiros ocupados e avanço no emprego formal, mercado de trabalho registra os melhores indicadores da história oficial do país, consolidando a expansão da renda e a queda do desalento.
O mercado de trabalho brasileiro registrou um marco histórico. Dados divulgados pelo IBGE apontam que a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, configurando o menor patamar de toda a série histórica oficial. O índice recuou na comparação com os 5,8% do trimestre anterior e os 5,6% registrados no mesmo período do ano passado.
A retração da desocupação veio acompanhada de recordes expressivos na população ocupada, que alcançou 103,3 milhões de pessoas, e no setor privado, que somou 53,2 milhões de empregados — sendo 39,4 milhões com carteira de trabalho assinada, o maior volume já documentado pelo instituto.
Os Pilares do Crescimento Econômico
Expansão Setorial: Os setores de construção civil (com 371 mil novos postos), transportes (321 mil) e o bloco de educação, saúde e serviços sociais (438 mil) lideraram as contratações, impulsionados pela retomada de investimentos em infraestrutura e habitação, como o Novo PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida.
Valorização da Renda: O rendimento médio real dos trabalhadores subiu para R$ 3.762 (alta de 3,3%), elevando a massa salarial total a R$ 383,5 bilhões e estimulando o consumo interno e o comércio.
Inclusão Social: O desalento — parcela que desistiu de procurar emprego — despencou 14,1%, atingindo 2,3 milhões de pessoas, enquanto a taxa geral de subutilização da força de trabalho recuou de 14,1% para 13%.
Comparativo e Repercussão Política
O cenário atual contrasta com o encerramento de 2022, quando o desemprego fechou o governo anterior em 7,9%. Para a gestão federal, os índices refletem o sucesso de uma estratégia focada no estímulo ao crédito, na valorização do poder de compra e na alavancagem de obras públicas.
Ao celebrar os resultados nas redes sociais e com o lema de que “o Brasil está pronto para mais”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva capitaliza politicamente os indicadores econômicos positivos na reta final de seu mandato, transformando o pleno aquecimento do mercado de trabalho na principal vitrine de sua administração.