Preços dos produtos de limpeza ficaram 0,41% mais caros em Goiânia, em setembro

Consultor atribui alta a fatores como forte demanda, falta de motoristas nas transportadoras e reajustes nos pedágios e nos fretes; capital teve variação acima da média brasileira

Os preços dos produtos de limpeza e higiene vendidos em Goiânia voltaram a subir em setembro, após uma queda de 0,25% em agosto deste ano, segundo aponta o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Neste último mês, os valores mostrados nas gôndolas sofreram um reajuste médio de 0,41%.

O índice de inflação em Goiânia neste segmento ficou acima da média nacional, de 0,37%. Para o consultor em produtos de limpeza e higiene Rafael Gonçalves, a alta nos preços pode estar relacionada à escassez de mão de obra em transportadoras, a pedágios mais caros neste ano e a reajustes nos preços dos fretes.

Veículos que trafegam atualmente na BR-050, por exemplo, no trajeto entre Minas Gerais e Goiás, pagam pedágios 12% mais caros em 2026, em média. E, conforme a pesquisa Frete Insights, produzida pela Frete.com, o valor do frete rodoviário no Brasil subiu cerca de 20% no 2º trimestre de 2026, em comparação a igual período de 2025, influenciado também por uma forte demanda.

“São eventos que encarecem as operações logísticas e que, por isso, na composição do preço final, do valor que o consumidor vê nas gôndolas, os distribuidores e varejistas acabam tendo que dividir esses custos com o consumidor, mesmo que em menor proporção, claro, segurando o máximo possível essa recomposição nos preços”, explica Rafael Gonçalves, CEO da Aqualis Soluções, de Goiânia.