“Dance até que os olhos se fechem”: Escritor retrata sobre a morte em livro premiado nos EUA

A estreia literária de Bruno Colares, “Pródromos”, conquistou o International Latino Book Awards 2024 com uma abordagem sensível sobre a trajetória da vida e da morte

O escritor Bruno Colares, de 42 anos, escreveu o seu primeiro livro composto por nove contos que traça uma reflexão profunda sobre a trajetória humana, abordando de forma sensível e única o ciclo da vida, do nascimento à morte. A obra foi a grande vencedora do International Latino Book Awards 2024, na categoria Melhor Livro de Ficção em Língua Portuguesa.

“Escrever Pródromos foi um desafio, mas ao mesmo tempo algo muito leve. Ser premiado foi uma grande surpresa”, revelou o autor. “Há tempos eu queria refletir sobre a vida, esse caminho inevitável que todos percorremos rumo à nossa única certeza: a morte.”

A cerimônia de premiação ocorreu em outubro de 2024, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Além do reconhecimento internacional, o livro também foi finalista do prêmio Mix Literário em 2023, reforçando o impacto da obra no cenário literário.

O International Latino Book Awards (ILBA), considerado o maior prêmio latino-americano nos Estados Unidos, é concedido anualmente a autores, tradutores e ilustradores por livros escritos em inglês, espanhol ou português. Fundado em 1997, o ILBA é listado como uma organização sem fins lucrativos, com sede na Califórnia.

Quem é Bruno Colares?

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, Bruno Colares é um artista multifacetado: ator, produtor cultural e escritor. Atuante em teatro, cinema e audiovisual, ele deu início à sua carreira na literatura durante o isolamento da pandemia em 2020. Graduado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bruno começou escrevendo pequenos fragmentos que, aos poucos, evoluíram para seu primeiro livro, lançado em 2023.

Com uma perspectiva própria, Pródromos rompe com estereótipos, explora os desejos, as descobertas e as complexas identificações da fase adulta, além de mergulhar em questões existenciais que permeiam a experiência humana. A obra oferece uma visão ampla e inclusiva, que busca conectar as diferenças.

“Não quis passar uma mensagem específica, mas compartilhar meu olhar sobre a vida e sobre como, independentemente de quem somos, compartilhamos essa mesma trajetória. Nesse sentido, estamos todos conectados: iguais, apesar de qualquer preconceito”, conclui o autor.