Eixo Centro-Universitário de Goiânia tem programação cultural e esportiva todos os dias da semana

Rua do Lazer, Praça Universitária, Centro Cultural UFG, Teatro Basileu França e Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga formam um roteiro de cultura, esporte e convivência na região

Ter opções de lazer perto de casa influencia diretamente a rotina e a qualidade de vida de quem mora em uma região. No eixo que liga o Centro ao Setor Universitário, em Goiânia, essa oferta cresceu nos últimos anos, puxada pela retomada da Rua 8, revitalizada em 2019, e hoje se soma a praças, teatros, museus e um estádio de futebol que funcionam todos os dias da semana.

A Rua 8, entre a Avenida Anhanguera e a Rua 3, é o símbolo dessa retomada. Essa revitalização incluiu novo paisagismo, calçamento acessível, equipamentos para apresentações culturais e esportivas e sistema de câmeras de segurança, com investimento de R$ 270 mil da Prefeitura de Goiânia. Desde então, a via, conhecida como Rua do Lazer, vive um movimento de reocupação por bares e cultura, puxado por um projeto cultural em atividade desde 2023. Hoje reúne casas como o Biras, Seu Coutinho, Fubanga Bar e o Zé Latinhas, bar histórico de 1967 reaberto durante a pandemia, além da Feira Cora Coralina, aos sábados, com foco em comida, arte e artesanato, e a Limiar Galeria de Arte, novo espaço que visa apoiar artistas visuais goianos. Desde 2025, a rua também fecha para veículos nos finais de semana. “A reocupação da Rua do Lazer nos últimos anos é um sinal concreto de que o Centro voltou a atrair gente para morar, trabalhar e circular pela região”, afirma Fernando Razuk, CEO da SOMOS Desenvolvimento Imobiliária e presidente do conselho da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

A poucos passos da Rua do Lazer, símbolos históricos da cena cultural goianiense têm recebido um intenso cronograma de atrações, a exemplo da Vila Cultural Cora, que este ano contou com exposição da obra do artista goiano Siron Franco e mais recentemente inaugurou uma mostra com os trabalhos de Vik Muniz. Ao lado, está localizado o Teatro Goiânia, cujo calendário anual traz diversas peças nacionais; o Beco do Codorna é outro ponto de forte efervescência cultural na região, um reduto de arte urbana no coração da cidade; e ainda, instalado no Edifício Parthenon Center, na Rua 4, está o tradicional Centro Cultural Octo Marques. Apenas alguns quarteirões acima, a Praça Cívica sedia o Museu Goiano Zoroastro Artiaga, com rico acervo histórico, e o Centro Cultural Marietta Teles Machado, que concentra órgãos de incentivo à cultura, galerias e o Cine Cultura. “O forte investimento na ampliação da oferta de consumo cultural tem sido outro grande atrativo para uma maior circulação de pessoas no Centro, principalmente nos finais de semana”, complementa Razuk.

Construída em 1969, a Praça Universitária reúne esculturas de artistas locais e funciona como um museu a céu aberto. O espaço tem pista para caminhada e pedaladas, abriga o Palácio da Cultura e a Biblioteca Municipal, e recebe uma feira aos domingos a partir das 16h. Por ficar entre os campus da UFG e da PUC Goiás, é um ponto de encontro frequente de estudantes universitários. A poucos metros, na Avenida Universitária, o Centro Cultural UFG oferece exposições, peças, shows, palestras, oficinas e visitas guiadas ao longo do ano, dentro do Campus Colemar Natal e Silva.

Na mesma avenida, o Teatro Escola Basileu França tem 700 lugares e recebe espetáculos de dança, teatro e ópera, geralmente com entrada gratuita. A escola de artes ligada ao teatro reúne cerca de 6 mil alunos em cursos de orquestra, teatro, circo, artes visuais e dança. O circuito também inclui esporte. O Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, conhecido como OBA, tem capacidade para 11.788 espectadores e é a casa do Vila Nova Futebol Clube desde sua inauguração, em 1980.

Novo perfil, nova prioridade
Pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, aponta que 65% dos compradores de imóveis no Brasil pagariam acima da média por um imóvel bem localizado, com proximidade de serviços, comércio e trabalho. O movimento também é puxado pelo trânsito: segundo o TomTom Traffic Index 2025, motoristas brasileiros perdem mais de 130 horas por ano parados em horários de pico, o equivalente a mais de cinco dias inteiros.

“Esse tipo de oferta cultural e esportiva concentrada em poucos quarteirões é um diferencial que poucas regiões de Goiânia reúnem. É um eixo em que se vive, estuda, cuida da saúde e se diverte sem precisar se deslocar muito. Lazer e cultura a poucos passos de casa fazem parte do que hoje se busca para morar bem em uma cidade grande, e essa infraestrutura valoriza a experiência de quem vive na região, muito além do metro quadrado”, completa Razuk.