Casagrande “ignora” Neymar e sinaliza candidato ao posto de ídolo na seleção

Recebendo o presidente do SPFC, Julio Casares, no canal “Casão Pod Tudo“, Casagrande abordou a missão de Dorival Júnior à frente do Brasil. Além de formar uma equipe consistente, o comentarista enxerga que o técnico também possui a tarefa de reaproximar a seleção dos torcedores, já que a relação, no momento, é vista como fria e distante.

Crítico de Neymar, Casagrande não vê o atacante como ídolo da atual geração. Neste contexto, o posto que já contou com vários craques, no momento, se encontra vago, algo que contribui para a falta de proximidade da seleção com o povo brasileiro.

“Eu acho que um dos maiores problemas da seleção brasileira é a falta de identificação. Perdeu. O torcedor brasileiro que mora no Brasil não tem um ídolo dentro da seleção brasileira. Não tem identificação com isso.”, iniciou.

Na sequência, Casagrande indicou que Endrick, do Palmeiras, pode ser o elo entre o time do Brasil e os torcedores. Isso porque o jovem, vendido ao Real Madrid, é bem avaliado pela sua conduta dentro e fora dos gramados.

“Você acha que o Dorival, pelo jeito dele, pode conseguir recuperar essa identidade da seleção? Principalmente com o Endrick, que ainda joga no Brasil e todo mundo admira a possibilidade dele ser um grande jogador.”, questionou Casão.

“Eu acho que ele começou bem na coletiva falando desse sentimento. Mas tem que ter exemplos práticos. Quem dá o exemplo prático é a confederação e os atletas. Quando o atleta pega um jatinho e vai embora, ele demonstra que a seleção é secundária.”, respondeu Casares.

Casares sugere seleção com atletas que atuam no futebol brasileiro

Endossando o discurso de Casagrande, o presidente do São Paulo considera que Dorival Júnior pode valorizar o Brasileirão em suas convocações. Como esteve presente no Maracanã no duelo contra a Argentina, Casares relatou que o público sequer conhecia parte dos jogadores que estavam em campo atuando pela seleção.

“Eu acho que ele poderia, nas convocações, aproveitar o sentimento interno, tem muito jogador bom aqui! A identificação não existe. Fui assistir o jogo contra a Argentina e a identificação não existe. Eu via torcedor do meu lado e perguntando ‘quem é aquele?’. Não dá. Se ele tiver essa coragem de trazer três ou quatro figuras internas, eu aconselho.”, afirmou.  fonte: www.torcedores.com