Pat e Augustinho conquistam resultados históricos para o Brasil no snowboard halfpipe em Milão-Cortina 2026

Augustinho Teixeira, beneficiário do Bolsa Atleta desde 2019, e Patrick Burgener alcançam o melhor resultado masculino da história do Brasil

O Brasil fez história no snowboard halfpipe nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nesta quarta-feira (11), no Livigno Snow Park, na região da Lombardia, Augustinho Teixeira, que é beneficiário do Bolsa Atleta desde 2019, e Pat Burgener garantiram o melhor resultado masculino do país na história da competição. Pat terminou na 14ª colocação e Augustinho ficou em 19º, superando marcas anteriores do Brasil nos Jogos de Inverno.

Com o desempenho, os dois atletas também registraram o melhor resultado masculino do país em Jogos Olímpicos de Inverno e ultrapassaram o 20º lugar conquistado pelo bobsled brasileiro em Pequim 2022. Além disso, tornaram-se os sul-americanos mais bem colocados da história no snowboard masculino olímpico.

A estreia do Brasil no snowboard halfpipe em Milão-Cortina 2026 entra para a história em uma das pistas mais desafiadoras do circuito internacional. São 200 metros em formato de U, onde os brasileiros mostraram evolução técnica e competitividade diante de uma das classificatórias mais fortes da modalidade.

Pat Burgener está em sua terceira participação olímpica e representa o Brasil pela primeira vez. Ele somou 70.00 pontos na primeira descida e garantiu a 14ª posição. Já Augustinho Teixeira, que é estreante olímpico aos 23 anos, registrou 56.50 pontos e terminou na 19ª colocação. Na fase classificatória, cada atleta teve direito a duas descidas, valendo a melhor nota. Apenas os 12 melhores avançaram à final.

Primeira descida consistente e segunda no ataque

Pat abriu sua participação com uma apresentação segura e explorou manobras com boa altura e técnica refinada. Com os 70.00 pontos obtidos, ele chegou a ocupar momentaneamente a 12ª colocação, dentro da zona de classificação para a final.

Na segunda tentativa, partiu para manobras mais arriscadas em busca de uma nota ainda maior. Apesar de iniciar bem a linha, sofreu uma queda na parte final da descida. Com o avanço de outros competidores, como o sul-coreano Jio Lee (74.00) e o norte-americano Jake Pates (75.50), Pat encerrou sua participação em 14º lugar.

Augustinho também apostou na consistência na primeira descida e garantiu 56.50 pontos. Na segunda, foi para o “tudo ou nada” arriscou em uma manobra de alto grau de dificuldade logo na entrada do halfpipe, mas não conseguiu completar a execução. Ainda assim, celebrou o desempenho histórico em sua estreia olímpica.

Atleta em salto
Pat Burgener em ação pelo snowboard halfpipe. Foto: Rafael Bello/COB
Orgulho de representar o Brasil

Mesmo fora da final, os atletas destacaram a emoção de defender o país em um palco olímpico. “Foi incrível representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Quero agradecer a todas as pessoas que torceram porque a energia foi demais. Estou um pouco triste com o resultado, queria fazer essa final, talvez chegar numa medalha. Mas foi difícil, o nível foi muito alto”, afirmou Pat Burgener.

Augustinho Teixeira, que conta com o apoio do Bolsa Atleta do Ministério do Esporte desde 2019, ressaltou a importância da experiência e projetou evolução para os próximos ciclos. “É uma honra total representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Dá vontade de fazer melhor, de trabalhar mais para poder trazer um resultado ainda maior nas próximas Olimpíadas”, declarou o atleta.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte