Após fala de Chaiany no BBB, médica esclarece mitos sobre cirurgia íntima

Cirurgiã plástica explica a diferença entre ninfoplastia, puboplastia e outros procedimentos íntimos e alerta para erros comuns sobre anatomia feminina.

A declaração de Chaiany, participante do Big Brother Brasil 26, sobre o desejo de “reduzir a região íntima” ganhou repercussão nas redes sociais e levantou um debate recorrente — e frequentemente mal interpretado — sobre cirurgia íntima feminina. A fala acabou sendo associada, de forma equivocada, à ninfoplastia, o que levou especialistas a alertarem para a confusão comum em torno do tema.

 

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Renata Magalhães, especialista em estética íntima, o comentário feito por Chaiany reflete um erro frequente tanto entre pacientes quanto na forma como o assunto é tratado publicamente. “Existe uma tendência de chamar qualquer cirurgia íntima de ninfoplastia, mas isso está incorreto. A ninfoplastia é um procedimento específico, indicado apenas para os pequenos lábios”, explica.

 

No caso mencionado pela participante do BBB, a queixa está relacionada ao chamado “capozão”, termo popular usado para se referir ao púbis, região localizada acima da vulva, onde se concentram os pelos pubianos. “Essa área não corresponde aos pequenos lábios. São regiões diferentes, com indicações e tratamentos distintos”, esclarece a médica.

 

De acordo com a Dra. Renata, quando há excesso de volume no púbis causado por gordura localizada, o tratamento indicado pode ser a lipoaspiração do púbis. Já em situações de flacidez ou excesso de pele, o procedimento mais adequado é a puboplastia, cirurgia que remove a pele excedente e reposiciona a região. Em casos mais leves, tecnologias de retração de pele também podem ser consideradas.

 

Falta de conhecimento anatômico amplia confusão

Outro ponto destacado pela especialista é o desconhecimento dos termos corretos da anatomia feminina. “A vulva é toda a parte externa da genitália feminina. A vagina é apenas o canal vaginal. Muitas mulheres dizem que ‘a vagina está grande’, quando, na maioria das vezes, a queixa está relacionada ao púbis ou aos grandes lábios”, afirma.

 

Ela explica ainda que os grandes lábios também podem apresentar flacidez ou excesso de volume e, em alguns casos, há indicação de procedimentos específicos. No entanto, segundo a médica, a maior parte das queixas estéticas semelhantes à mencionada por Chaianny tem origem no púbis.

 

Exposição amplia debate necessário

Para a Dra. Renata Magalhães, a visibilidade gerada pelo BBB pode ser positiva ao trazer à tona um tema ainda cercado de tabus, desde que acompanhada de informação correta. “Quando os termos são usados de forma equivocada, há risco de frustração, expectativas irreais e até indicação errada de procedimentos”, alerta.

 

Ela reforça que cirurgia íntima feminina não é um conceito único. “Cada região tem sua anatomia, sua função e seu tratamento específico. Entender isso é fundamental para uma decisão segura e consciente”, conclui.

 

A fala de Chaianny, ao viralizar, acabou evidenciando uma realidade comum: apesar da popularização do tema, ainda falta informação clara e precisa sobre cirurgia íntima feminina — tanto para o público quanto no debate público.

Cirurgiã plástica explica a diferença entre ninfoplastia, puboplastia e outros procedimentos íntimos e alerta para erros comuns sobre anatomia feminina.

A declaração de Chaiany, participante do Big Brother Brasil 26, sobre o desejo de “reduzir a região íntima” ganhou repercussão nas redes sociais e levantou um debate recorrente — e frequentemente mal interpretado — sobre cirurgia íntima feminina. A fala acabou sendo associada, de forma equivocada, à ninfoplastia, o que levou especialistas a alertarem para a confusão comum em torno do tema.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Renata Magalhães, especialista em estética íntima, o comentário feito por Chaiany reflete um erro frequente tanto entre pacientes quanto na forma como o assunto é tratado publicamente. “Existe uma tendência de chamar qualquer cirurgia íntima de ninfoplastia, mas isso está incorreto. A ninfoplastia é um procedimento específico, indicado apenas para os pequenos lábios”, explica.

No caso mencionado pela participante do BBB, a queixa está relacionada ao chamado “capozão”, termo popular usado para se referir ao púbis, região localizada acima da vulva, onde se concentram os pelos pubianos. “Essa área não corresponde aos pequenos lábios. São regiões diferentes, com indicações e tratamentos distintos”, esclarece a médica.

De acordo com a Dra. Renata, quando há excesso de volume no púbis causado por gordura localizada, o tratamento indicado pode ser a lipoaspiração do púbis. Já em situações de flacidez ou excesso de pele, o procedimento mais adequado é a puboplastia, cirurgia que remove a pele excedente e reposiciona a região. Em casos mais leves, tecnologias de retração de pele também podem ser consideradas.

Falta de conhecimento anatômico amplia confusão

Outro ponto destacado pela especialista é o desconhecimento dos termos corretos da anatomia feminina. “A vulva é toda a parte externa da genitália feminina. A vagina é apenas o canal vaginal. Muitas mulheres dizem que ‘a vagina está grande’, quando, na maioria das vezes, a queixa está relacionada ao púbis ou aos grandes lábios”, afirma.

Ela explica ainda que os grandes lábios também podem apresentar flacidez ou excesso de volume e, em alguns casos, há indicação de procedimentos específicos. No entanto, segundo a médica, a maior parte das queixas estéticas semelhantes à mencionada por Chaianny tem origem no púbis.

Exposição amplia debate necessário

Para a Dra. Renata Magalhães, a visibilidade gerada pelo BBB pode ser positiva ao trazer à tona um tema ainda cercado de tabus, desde que acompanhada de informação correta. “Quando os termos são usados de forma equivocada, há risco de frustração, expectativas irreais e até indicação errada de procedimentos”, alerta.

Ela reforça que cirurgia íntima feminina não é um conceito único. “Cada região tem sua anatomia, sua função e seu tratamento específico. Entender isso é fundamental para uma decisão segura e consciente”, conclui.

A fala de Chaianny, ao viralizar, acabou evidenciando uma realidade comum: apesar da popularização do tema, ainda falta informação clara e precisa sobre cirurgia íntima feminina — tanto para o público quanto no debate público.