Fátima Gavioli defende educação especializada como ponte para autonomia e projeto de vida
Palestrante no VII Fórum de Autodefensores e I Fórum das Famílias das Apaes de Goiás, professora destacou a parceria entre família e escola, a autonomia dos estudantes e a preparação para a vida adulta
A professora Fátima Gavioli participou nesta quarta-feira (12) do Congresso das Apaes de Goiás, em Goiânia, como palestrante do VII Fórum de Autodefensores e I Fórum das Famílias das Apaes do Estado. Com o tema “Tecendo horizontes: A força da escolarização especializada como elo entre o saber escolar e o projeto familiar”, ela abordou os desafios enfrentados pelas famílias e o papel da educação especializada na construção da autonomia.
Com formação em Educação Especial, mestrado na área e doutorado voltado às aprendizagens e dificuldades de aprendizagem, Fátima iniciou a palestra destacando que, ao procurar uma Apae, a família busca mais do que atendimento educacional. Segundo ela, acolhimento, orientação, saúde, assistência social, aprendizagem e perspectivas de trabalho fazem parte de um processo que precisa considerar o estudante de forma integral.
A professora defendeu que escolarizar não significa apenas ensinar conteúdos ou garantir matrícula. Para ela, o processo envolve participação, comunicação, pertencimento, desenvolvimento de habilidades, autonomia e construção de um projeto de vida. Nesse contexto, afirmou que a educação especializada deve funcionar como uma “ponte”, conectando família, escola, comunidade e diferentes áreas de atendimento.
Fátima também ressaltou a importância da parceria entre família e escola. Na avaliação apresentada durante o encontro, cabe à família conhecer, acolher e acreditar no potencial do estudante, enquanto a escola deve ensinar, incluir, apoiar e desenvolver com propósito e intencionalidade. O resultado dessa integração, segundo ela, é a ampliação das possibilidades de participação social, autonomia e qualidade de vida.
Outro ponto abordado foi a preparação para a vida adulta. Fátima defendeu que o trabalho da educação especializada não deve terminar com a conclusão do ensino médio, mas continuar por meio de atividades que desenvolvam habilidades e competências, ampliem a empregabilidade e favoreçam a independência. Ela também citou tecnologias assistivas, inteligência artificial e recursos como óculos de realidade virtual como ferramentas que podem apoiar o processo de aprendizagem, sem substituir o professor.
Ao encerrar, Fátima resgatou sua relação com as Apaes desde que chegou a Goiás, em 2019, e destacou investimentos realizados durante sua gestão à frente da Educação. Segundo ela, foram cerca de R$ 14 milhões destinados às Apaes e demais escolas especializadas, incluindo equipamentos, reformas e convênios para professores. Para a professora, fortalecer a educação especializada significa derrubar barreiras e construir uma rede capaz de transformar conhecimento em autonomia, cidadania e projeto de vida.