Haddad confirma que deixará o Ministério da Fazenda e avalia candidatura nas eleições de 2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deve deixar o comando da pasta na próxima semana para se preparar para as eleições de 2026. A decisão segue o calendário da legislação eleitoral brasileira, que exige que autoridades que pretendem disputar cargos públicos se afastem das funções até seis meses antes do pleito.
Com a saída de Haddad, o atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, é apontado como principal nome para assumir interinamente o comando da área econômica do governo.
Segundo o ministro, as conversas sobre seu futuro político já começaram, embora ainda não haja definição sobre qual cargo ele irá disputar. Haddad afirmou que o grupo político está analisando diferentes possibilidades e discutindo a formação de alianças.
“Estamos conversando e avaliando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não se trata apenas da candidatura, mas também da composição da chapa e do grupo que participará do projeto”, declarou.
Haddad também afirmou que vem tratando do assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com outros integrantes do governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
De acordo com ele, o objetivo das articulações é fortalecer o debate político em São Paulo e evidenciar diferenças entre a atual gestão federal e governos anteriores.
Disputa política em São Paulo
Nos bastidores, a possível candidatura de Haddad ao governo paulista é vista como estratégica para o governo federal. O estado concentra o maior colégio eleitoral do país e tem forte influência no cenário político nacional.
Aliados indicam que o presidente Lula defende a participação do ministro na disputa pelo governo estadual, atualmente comandado por Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cenário nas pesquisas
Levantamento recente do Instituto Datafolha aponta vantagem de Tarcísio nas intenções de voto em uma eventual disputa de primeiro turno contra Haddad. O atual governador aparece com 44% das preferências.
A pesquisa ouviu 1.608 eleitores com 16 anos ou mais em 71 municípios entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Mesmo em cenários com outros possíveis adversários, o atual governador mantém a liderança nas simulações. Caso Haddad confirme a candidatura, a disputa em São Paulo tende a ganhar força nos próximos meses, enquanto o governo federal se prepara para reorganizar o comando da área econômica.