Primeiros 100 dias de Trump: mudanças radicais na política americana e tensão nos mercados

Nos primeiros 100 dias de governo, Donald Trump imprimiu um ritmo e uma abrangência em suas ações sem paralelo na história recente dos Estados Unidos. Com uma agenda que vai além de questionar a arquitetura política do New Deal e da Great Society, o presidente também redesenhou princípios tradicionais do Partido Republicano, desafiando o livre comércio e alianças internacionais, pilares da era Reagan.

Determinado a reformular o papel do Estado e a posição dos EUA no cenário global, Trump adotou medidas de grande impacto. Entre elas, enviou Elon Musk, o homem mais rico do mundo, para liderar uma reestruturação drástica na força de trabalho federal, mesmo sem uma avaliação prévia dos efeitos dos cortes.

O presidente também tomou decisões unilaterais de peso, como a reconfiguração das alianças com a Europa, que desde o pós-Segunda Guerra garantiam a estabilidade no continente. Além disso, suas ações no comércio global — amparadas por declarações de emergência — provocaram incertezas em mercados e capitais internacionais.

Internamente, Trump mirou em pilares como a lei, a mídia, a saúde pública e a cultura, buscando impor sua visão de governo de forma agressiva e, em alguns casos, surpreendentemente eficaz.

Na economia, apesar das promessas de uma nova era de prosperidade, os primeiros meses revelaram um cenário de instabilidade. A imposição de tarifas, segundo Trump, traria resultados “belos”, mas o efeito imediato foi o oposto: queda na confiança do consumidor, volatilidade nos mercados financeiros e dúvidas sobre a solidez das políticas econômicas da nova administração.

O impacto desses primeiros 100 dias de Trump é considerado o mais significativo desde a gestão de Franklin D. Roosevelt, abrindo uma nova e controversa página na história política americana.