Vereadora Ludmylla Morais reforça luta pelo Plano de Carreira dos Administrativos da Educação em Goiânia

Servidores administrativos da educação sustentam o funcionamento cotidiano das escolas e Cmeis, mas ainda enfrentam baixos salários e ausência de um plano de carreira estruturado

Durante pronunciamento na sessão plenária de quinta-feira (12), na Câmara Municipal de Goiânia, a vereadora Ludmylla Morais destacou a urgência do encaminhamento do Plano de Carreira dos servidores administrativos da educação municipal. Em sua fala, a parlamentar chamou atenção para a situação de trabalhadores que hoje recebem complementação salarial para alcançar o salário mínimo, realidade que evidencia a desvalorização de profissionais fundamentais para o funcionamento das escolas e Cmeis da capital.

“Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que atendem nossas crianças todos os dias e que, muitas vezes, não sabem como vão pagar o aluguel ou fazer a compra do supermercado”, afirmou a vereadora. Ludmylla Morais ressaltou que seu mandato tem atuado em várias frentes para garantir que o projeto avance e chegue à Câmara para apreciação.

Antes da sessão plenária, a vereadora esteve na Assembleia Legislativa de Goiás ao lado da deputada estadual Bia de Lima, onde entregou pessoalmente ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, um pedido para fortalecer a tramitação do Projeto de Lei nº 2531/2021, que trata da criação de um piso nacional para os técnicos administrativos da educação.

Segundo Ludmylla, a iniciativa tem impacto direto nos municípios, pois a criação de um piso nacional pode ajudar a estruturar e consolidar planos de carreira em todo o país, garantindo mais dignidade aos profissionais que mantêm as escolas públicas em funcionamento. “Sem os administrativos, sem esses trabalhadores, não acontece educação. Eles são essenciais para que as escolas e os Cmeis funcionem”, afirmou.

Entenda o que está acontecendo

Os servidores administrativos da educação em Goiânia têm protagonizado uma longa mobilização em defesa da valorização profissional e da criação de um plano de carreira específico para a categoria. Esses trabalhadores atuam em funções essenciais dentro das escolas e centros municipais de educação infantil, como secretarias escolares, apoio administrativo e organização da estrutura das unidades.

Apesar da importância dessas funções, a categoria denuncia há anos uma forte defasagem salarial e a ausência de uma estrutura de carreira que garanta progressão e valorização profissional. Em muitos casos, os salários são tão baixos que precisam ser complementados para atingir o valor do salário mínimo, situação que evidencia a precarização da carreira.

O tema tem sido pauta recorrente de mobilizações lideradas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), que, juntamente com comissões de servidores da rede municipal, elaborou uma proposta de minuta de plano de carreira para os administrativos da educação de Goiânia. O documento foi construído após debates com a categoria e busca corrigir distorções históricas que mantêm esses profissionais entre os servidores com menor remuneração da prefeitura.

Nos últimos anos, a luta da categoria também incluiu mobilizações, assembleias e até paralisações para pressionar o poder público a apresentar uma proposta concreta. Em 2024, por exemplo, trabalhadores administrativos chegaram a realizar greve e buscar apoio da Câmara Municipal para que o Executivo encaminhasse um projeto de plano de carreira para apreciação do Legislativo.

Além disso, o debate sobre valorização da categoria também envolve reajustes e recomposição salarial. Entidades sindicais têm cobrado da prefeitura correções nos índices de data-base e maior celeridade na tramitação de medidas que garantam melhores condições salariais e profissionais aos trabalhadores da educação.

Para a vereadora Ludmylla Morais, a aprovação do plano de carreira representa um passo decisivo para corrigir desigualdades históricas e reconhecer o papel desses profissionais na rede pública. “Valorizar os administrativos é fortalecer a educação pública. São trabalhadores que garantem o funcionamento das escolas todos os dias e que precisam de respeito, reconhecimento e dignidade”, concluiu.