Acompanhamento ginecológico regular é essencial para identificar sinais precoces do câncer de ovário
Sintomas silenciosos desse tipo de câncer exigem atenção aos sinais do corpo e consultas ginecológicas frequentes, alerta especialista do Einstein em Goiânia
Consultas regulares com o ginecologista desempenham papel central na avaliação global da saúde da mulher e na identificação precoce de alterações que podem indicar doenças silenciosas, como o câncer de ovário. Diferentemente de outros tumores ginecológicos, o câncer de ovário costuma apresentar sintomas inespecíficos e discretos em seus estágios iniciais. Por isso, o acompanhamento médico contínuo é essencial para reconhecer sinais persistentes e encaminhar a investigação adequada.
Segundo o oncologista Diogo Sales, do Einstein em Goiânia, alguns sintomas merecem atenção especial, como aumento progressivo do volume abdominal, muitas vezes relacionado ao acúmulo anormal de líquido, desconforto abdominal frequente e alterações do funcionamento intestinal, como constipação ou sensação de distensão.
“O mais importante é que a mulher conheça o próprio corpo e mantenha consultas ginecológicas regulares. Sintomas persistentes, mesmo que pareçam comuns ou intestinais, precisam ser valorizados e discutidos com o médico. Não é algo que deve esperar a consulta anual”, orienta o especialista.
Durante as consultas de rotina, o ginecologista avalia o histórico clínico, fatores de risco, alterações hormonais e queixas que, quando analisadas em conjunto, podem levantar suspeitas precoces. Entre os principais fatores de risco para o câncer de ovário está a predisposição genética, o que reforça ainda mais a importância de um acompanhamento individualizado.
Em alguns casos, alterações nos ovários podem ser identificadas de forma incidental em exames de imagem realizados por outros motivos, como ultrassons ou tomografias. Essas lesões, chamadas de anexiais, podem sinalizar a necessidade de investigação mais aprofundada. “É nesse contexto que o seguimento médico contínuo faz diferença, pois permite interpretar achados, solicitar exames complementares quando necessário e agir com rapidez”, explica o médico.
Embora não exista um exame único capaz de detectar precocemente o câncer de ovário na população geral, nem mesmo o papanicolau, a vigilância clínica, baseada na escuta atenta dos sintomas e no acompanhamento ginecológico, permanece a principal aliada para reduzir atrasos no diagnóstico.
Tratamento e possibilidades de cura
O tratamento do câncer de ovário exige uma abordagem multidisciplinar e especializada. Mesmo em estágios mais avançados, há possibilidade de controle da doença e até de cura. O tratamento geralmente envolve cirurgia realizada por cirurgião oncológico experiente, com o objetivo de remover completamente os tumores, associada à quimioterapia.
“Em alguns casos, conforme as características genéticas da paciente e do tumor, também podem ser indicadas terapias-alvo. Trata-se de um tratamento oncológico de precisão, que utiliza medicamentos direcionados para alterações específicas das células cancerosas, como complemento à abordagem convencional”, explica o oncologista do Einstein em Goiânia.
Para o especialista, a principal mensagem é clara: manter o acompanhamento ginecológico regular e buscar avaliação médica diante de qualquer sintoma persistente são atitudes fundamentais para ampliar as chances de um diagnóstico mais precoce e de um tratamento eficaz.