Mabel detalha aprimoramento nas ações de fiscalização, ordenamento urbano e abordagem social em Goiânia
Levantamento aponta que operações reduziram em 75% os crimes relacionados ao tráfico de drogas e 80% de furto e roubo, e impulsionaram o comércio formal em até 40% nas vendas
O prefeito Sandro Mabel detalhou, nesta segunda-feira (30/3), o aprimoramento nas ações de fiscalização, ordenamento urbano e abordagem social na capital, com intensificação na pré-abordagem. O trabalho, realizado pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para Mulheres (Semasdh), visa assegurar uma abordagem humanizada, com levantamento socioeconômico dos públicos impactados, mediação e escuta qualificada, e acesso a políticas públicas e benefícios sociais.
“Nós estamos orientando como deve ser feito o trabalho. Já fizemos já quase mil abordagens e tivemos problema em duas. Entendemos que as abordagens precisam ter um trabalho minucioso na pré-abordagem. Temos muito a oferecer aos nossos ambulantes, eles só precisam se reorganizar. Não queremos enfrentamento, entendemos que não há espaço para truculência e buscamos evitar isso. Nossa orientação é que o trabalho comece antes, com as pastas abrindo o diálogo e cuidado. Não é uma grande mudança, mas a ampliação do trabalho prévio”, afirma o prefeito.
Mabel lembrou que a Sefic e a GCM são responsáveis pelo patrulhamento ostensivo e abordagens preventivas; fiscalização de comércio irregular e apreensão de mercadorias ilícitas; garantia da livre circulação de pedestres e a organização dos espaços públicos; preservação da segurança sanitária e os direitos do consumidor; fortalecimento da economia formal e geração de empregos; redução de práticas associadas ao crime organizado, como o tráfico de drogas e receptação; e apoio às demais forças de segurança e órgãos municipais.
Em 2025 e 2026, as principais ações ocorreram na Região da 44, com intensificação do ordenamento urbano, coibição da ocupação irregular de vias públicas e repressão a atividades ilícitas; na Avenida Anhanguera, com prevenção de delitos e maior segurança para usuários do transporte público; e na Avenida 24 de Outubro, com fiscalizações focadas na organização do comércio, combate à ilegalidade e manutenção da ordem pública. Ao todo, foram 504 apreensões em 2025 e 149 em 2026, totalizando 653.
“Essas operações são sempre avisadas e precedidas da presença da assistência social e da Secretaria de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), que leva uma série de oportunidades aos ambulantes, como microcrédito, programa de regularização, além de vagas para formação e mercado de trabalho. São oferecidos pontos, como na Região da 44, e benefícios sociais. Ou seja, existe todo um trabalho, sabemos que os ambulantes têm família e tentamos regularizar esses trabalhadores. Temos dados todas as condições para que eles nos ajudem a organizar a cidade”, explica Mabel.
Resultados e perfil dos ambulantes
Entre os resultados, destacam-se a redução de 75% nos casos relacionados ao tráfico de drogas, queda de 80% nos crimes de furto e roubo, ruas mais organizadas, limpas e seguras para pedestres e motoristas, melhoria na mobilidade do trânsito com fluxo mais rápido, aumento nas vagas disponíveis para estacionamento, elevação de até 40% nas vendas do comércio legalizado e maior locação de salas comerciais nas regiões.
De acordo com o prefeito, um levantamento feito nas Avenidas 24 de Outubro e Anhanguera apontou que o perfil dos ambulantes revela predominância de trabalhadores com renda de até dois salários mínimos, presença significativa de mulheres chefes de família e idosos, parcela relevante sem cadastro ou com dados desatualizados no CadÚnico, e dependência do comércio informal como principal fonte de renda.
Após as entrevistas, foram ofertados serviços socioassistenciais envolveram atualização e inclusão no CadÚnico, orientações sobre serviços do CRAS e benefícios eventuais, encaminhamentos para aluguel social (Agehab), inscrição e entrega de cestas básicas, e direcionamento para a rede socioassistencial. Foram 421 famílias atendidas diretamente, 240 diagnósticos socioeconômicos estruturados, 203 atendimentos no CadÚnico, 50 famílias beneficiárias de programas de transferência de renda (Bolsa Família + BPC), 26 famílias com demanda por aluguel social e 19 benefícios alimentares emergenciais concedidos.
Apoio
O presidente do Sindióptica-GO, Leandro Fleury, que na ocasião também representou a Fecomércio, lembrou que os comerciantes do Setor Central não viam as calçadas livres há, pelo menos, 20 anos. “Esse é o primeiro passo para a revitalização do Centro. Todo cidadão e cidadã merece apoio para trabalhar, mas não em locais onde não há regulamentação. Nesse ponto, o reordenamento deve ser preservado, com o remanejamento para locais adequados”, assinalou, ao lembrar que o setor produtivo e o fórum empresarial apoiam o trabalho da prefeitura.