Projeto Pipas leva ações educativas sobre segurança elétrica a escolas de Goiânia e Aparecida de Goiânia

Iniciativa promove teatro de bonecos, gincanas e oficina de pipas para orientar crianças sobre os riscos do brinquedo

Empinar pipas é uma brincadeira tradicional entre crianças e adolescentes, mas exige atenção para que a diversão não se transforme em risco. Em Goiás, somente no primeiro semestre de 2026, milhares de consumidores tiveram o fornecimento de energia afetado por ocorrências envolvendo a brincadeira de soltar pipa próximo às redes elétricas.

Para levar informação e prevenção ao público infantil, o Projeto Pipas chega ao Estado nos dias 24, 25, 27 e 28 de agosto, com ações educativas em escolas de Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A iniciativa, realizada pelo Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA), com patrocínio do Grupo Equatorial, integra um projeto que amplia sua atuação em 2026 para além do Pará, passando a contemplar também Goiás, Maranhão e Piauí.

A programação é voltada a estudantes do 4º ao 7º ano de escolas públicas e privadas e pode alcançar até 150 crianças por instituição.

Em Goiás, as atividades serão realizadas em seis escolas. Em Goiânia, o projeto estará na Escola Municipal Osterno Potenciano e Silva, no dia 24 de agosto, no Setor Castelo Branco; e no Centro de Ensino em Período Integral Dom Abel, no dia 25 agosto, no Setor Leste Universitário.

Já em Aparecida de Goiânia, as ações acontecem na Escola Municipal da Paz e na Escola Municipal São Jorge, no dia 27, e na Escola Mônica Tomaz, no dia 28.

Educação para prevenção
O Projeto Pipas utiliza atividades interativas para aproximar o tema do cotidiano dos estudantes. A programação, que dura cerca de três horas por escola, inclui brincadeiras como o “Labirinto de Fios” e o “SOS Energia”, além de uma oficina prática onde as crianças aprendem a confeccionar suas próprias pipas de papel.

Um dos momentos mais aguardados é o teatro de bonecos da “Turma do Geral”. Exclusivo para o estado, o boneco Cerrito se une aos personagens para ensinar, de forma lúdica, os perigos do contato do brinquedo com postes, cabos e equipamentos elétricos, bem como os riscos dentro de casa.

“Empinar pipas faz parte da infância de muitas crianças, mas a diversão precisa acontecer com responsabilidade. Por meio das oficinas, gincanas e apresentações, conseguimos transmitir informações importantes de maneira leve e participativa. Nosso objetivo é fazer com que os estudantes compreendam os riscos, adotem comportamentos seguros e se tornem multiplicadores desse conhecimento em suas famílias e comunidades”, destaca Liane Gaby, presidente do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã.

A proposta é levar o conhecimento para além dos muros das escolas, chegando também às famílias e comunidades.

Nas edições realizadas anteriormente no Pará, o projeto já havia conscientizado cerca de 8 mil crianças em 2024 e 2025. Com a expansão para Goiás, o projeto busca ampliar o alcance das ações de prevenção e contribuir para a redução de acidentes e interrupções provocadas por pipas em sistemas elétricos.

A programação no Estado faz parte do calendário da iniciativa, que será realizada durante os meses de agosto e setembro em quatro estados.

Ranking das cidades afetadas em Goiás
No primeiro semestre do ano, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade ficaram no ranking dos municípios com a maior quantidade de afetações por pipas na rede elétrica.

Somente em maio, foram registradas quase 150 ocorrências, o maior número mensal registrado no primeiro semestre.

Além de provocar interrupções no fornecimento de energia, o contato de pipas e linhas com sistemas elétricos pode causar acidentes graves. Por isso, a recomendação é que a brincadeira seja realizada sempre em locais abertos e afastados de postes, fios e demais equipamentos.

“É importante que crianças, adolescentes e responsáveis entendam que soltar pipas próximo à rede elétrica pode transformar uma brincadeira em um acidente grave. A orientação é procurar áreas abertas, longe de postes e fios, nunca utilizar cerol ou linha chilena e jamais tentar retirar pipas presas na rede. Ao identificar essa situação, mantenha distância e acione a Equatorial Goiás”, alerta a executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires.

A orientação também é não utilizar cerol ou linha chilena e nunca tentar recuperar uma pipa presa na fiação. O contato com os cabos pode provocar choques elétricos e outros acidentes graves.

SERVIÇO
Projeto Pipas em Goiás

Goiânia
24 de agosto: Escola Municipal Osterno Potenciano e Silva, no Setor Castelo Branco, das 14h às 16h
25 de agosto: Centro de Ensino em Período Integral Dom Abel, no Setor Leste Universitário, das 9h às 11h

Aparecida de Goiânia
27 de agosto: Escola Municipal da Paz, no Jardim Florença, das 9h às 11h
27 de agosto: Escola Mônica Tomaz, no Independência, das 14h às 16h
28 de agosto: Escola Municipal São Jorge, no Independência, das 9h às 11h