Charles Rosa estreia solo “A emergência climática e a urgência de amar”

Apresentações gratuitas acontecem de sexta-feira a domingo no Caud Funai

Um processo autoral que combina teatro, autobiografia, performance e ritual para refletir sobre questões do nosso tempo levou à concepção de um trabalho que estreia neste final de semana. “A emergência climática e a urgência de amar” é o mais novo trabalho do ator e terapeuta Charles Rosa, que apresenta pela primeira vez o espetáculo que provoca o público a pensar sobre questões climáticas, hiperconectividade e espiritualidade. O trabalho será apresentado nos dias 27, 28 e 29 de agosto no Centro Audiovisual da FUNAI e a entrada é gratuita. Este projeto tem o apoio do Centro Cultural Huni Kuî, Núcleo Vida, eDok e Ponto de Cultura Raio de Sol, e a realização da Política Nacional Aldir Blanc – Governo Federal, por meio da Secretaria de Estado da Cultura – Governo de Goiás.
Em cena, Rosa parte da própria experiência de vida para construir uma narrativa que mistura memória, depoimento, poesia e teatro físico. O espetáculo acompanha a travessia de um homem que, ao reconhecer suas vulnerabilidades, revisita dores antigas e reencontra presença, pertencimento e sentido para viver em um mundo marcado pela aceleração, pela desconexão humana e pela crise ambiental. A história íntima do personagem dialoga com questões coletivas, propondo uma experiência que convida o público não apenas a assistir, mas também a refletir sobre o tempo em que vivemos.
A consultoria cênica é assinada por Everson Basili e Silvana Castro. A produção é realizada pela Treição – Design de Ecologias, em parceria com o Ateliê da Presença – Cultura e Desenvolvimento.
Modo avião

A experiência que conduz à reflexão sobre o excesso de telas começa antes mesmo do início do espetáculo: o público é convidado a desligar celulares e outros dispositivos eletrônicos, que permanecem lacrados durante toda a sessão. “A proposta integra a própria dramaturgia do espetáculo e busca proporcionar uma experiência de presença integral, na qual artistas e espectadores compartilham o mesmo tempo e o mesmo espaço sem a mediação das telas”, antecipa o diretor.

A criação foi sendo transformada ao longo do próprio processo de montagem, incorporando experiências recentes vividas pelo artista. “O resultado é um espetáculo profundamente humano, que busca provocar encontros verdadeiros entre artista e plateia, valorizando a presença e a escuta em um tempo dominado pelas telas e pela dispersão. “Mais do que apresentar respostas, a montagem propõe perguntas e cria um espaço de partilha sobre amor, comunidade, cuidado e transformação”, compartilha o ator.

Formação

Além da temporada de apresentações, o projeto realizou uma oficina gratuita de teatro para jovens “Expressão do Ser” e disponibiliza gratuitamente, em seu site, um caderno de reflexões e práticas destinado a estudantes, professores e ao público em geral, ampliando o alcance das discussões propostas pelo espetáculo para além da cena.

Sinopse

Em um teatro ritual contemporâneo, um homem que havia se desconectado do seu próprio coração, expondo a sua vulnerabilidade, revisita as suas dores e a busca por ser visto e ser amado. Assim, ele faz uma travessia da solidão à solitude e reaprende a amar, reencontrando presença, pertencimento e sentido pra vida enquanto o mundo colapsa em hiperconectividade, solidão, desconexão humana e destruição ambiental A sua história íntima se mistura com a própria história das imagens, da multiplicação das telas e da virtualização das relações. Um encontro profundamente humano numa experiência híbrida entre espetáculo, depoimento intimista e vivência em grupo onde as telas, as IAs e os avatares não entram; só os seres humanos.

Sobre o artista
Charles Rosa Rodrigues é ator e terapeuta especialista em comunicação e expressão aplicadas ao desenvolvimento pessoal, com quase 30 anos de experiência. Formado em Artes Cênicas e Artes Visuais pela UFG, possui uma carreira ampla no teatro, cinema e televisão; além de ser facilitador da “Expressão do Ser”. Além das formações anteriores, integrou o NPAC do Espaço Quasar e estudou na Escola Nacional de Circo no Rio de Janeiro. Também fez cursos com Fernanda Montenegro, Zé Celso e Amir Haddad; dentre vários outros mestres.
Além de ter o projeto “SOLO – A Emergência Climática e a Urgência de Amar” comtemplado pelo PNAB GOIÁS 2024 já foi também contemplado pelo 1º Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás” para “Treição – Os Beija-flores Vêm Beijar Seus Corações em 2014. E “Valsa nº 6” recebeu o 1º Prêmio de Teatro do Estado de Goiás em 2005 e fez parte do Circuito Agepel (SECULT Goiás) de Artes Cênicas em 2004. Esse espetáculo é a segunda montagem da Treição – Design de Ecologias. A primeira foi “Treição – Os Beija-flores Vêm Beijar seus Corações” que foi comtemplado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás.