Falta de gestão financeira mantém empresas no “piloto automático

Sem acompanhamento dos números, decisões passam a ser tomadas pelo feeling, enquanto o empresário perde clareza sobre custos, margem, fluxo de caixa e, principalmente, sobre a real saúde do negócio.

Muitas pequenas e médias empresas conseguem manter as portas abertas, vender e movimentar dinheiro todos os meses, mas ainda assim operam praticamente no automático. O problema é que faturamento não significa, necessariamente, lucro — e movimentação financeira não é sinônimo de gestão.

Quando o empresário deixa de acompanhar de perto o fluxo de caixa, os custos, as despesas, o capital de giro e os indicadores do negócio, começa a administrar olhando para o passado e reagindo aos problemas quando eles já aconteceram.

Para o consultor de negócios Israel Rodrigues, esse comportamento pode comprometer empresas que aparentemente estão indo bem.

> “O automático é perigoso porque dá ao empresário a sensação de que está tudo funcionando. Enquanto as vendas acontecem, ele acredita que o negócio está saudável. Mas, sem gestão financeira, muitas vezes não sabe quanto realmente sobra, onde está perdendo dinheiro ou se tem estrutura para crescer.”

Segundo o consultor, gestão financeira não deve ser tratada como uma atividade exclusiva de grandes empresas. Pequenos e médios negócios também precisam transformar seus números em informação para tomada de decisão.

“Não basta saber quanto entrou na conta. É preciso entender quanto custa manter a empresa funcionando, qual é a margem de cada operação, quais compromissos estão por vir e quanto dinheiro realmente está disponível. Gestão é sair do improviso e passar a decidir com base em dados”, explica Israel.

Para Israel Rodrigues, o crescimento sustentável depende menos de operar no automático e mais de acompanhar continuamente o que acontece dentro da empresa.

> “A empresa não pode depender apenas do esforço do empreendedor para sobreviver. Ela precisa de processos, números e decisões conscientes. Quem não acompanha a gestão financeira corre o risco de descobrir tarde demais que estava trabalhando muito, faturando e, ainda assim, perdendo dinheiro.”