Charles Rosa leva “Solo – A Emergência Climática e a Urgência de Amar” a Anápolis e Goiânia neste fim de semana
Após estreia, artista inicia circulação do trabalho com apresentações gratuitas no IFG Anápolis e no Avivar e realiza oficina-espetáculo na Galhofada, com 20 vagas
Depois da estreia em Goiânia, Charles Rosa inicia neste fim de semana a circulação de “Solo – A Emergência Climática e a Urgência de Amar”, trabalho que une teatro, autobiografia, performance e vivências para discutir afetos, solidão, hiperconectividade e a relação entre a crise humana e a emergência ambiental. No sábado (19), às 9h, o espetáculo será apresentado gratuitamente no IFG Anápolis. No domingo (20), das 9h às 11h, o artista ministra a “Solo – Oficina-Espetáculo”, dentro da programação da Galhofada, em Goiânia, com 20 vagas e participação gratuita. Também no domingo, às 20h, Charles apresenta o espetáculo no Avivar, em Goiânia, com ingressos gratuitos mediante reserva pelo WhatsApp (62) 8141-5143, com Sérgio.
A programação dá continuidade ao projeto depois da estreia realizada no Centro Cultural Huni Kuî, na sede da Funai, em Goiânia, e amplia os encontros do trabalho com diferentes públicos. Em cena, Charles parte de uma experiência profundamente pessoal para tratar de questões que atravessam a contemporaneidade: em um mundo de telas, inteligências artificiais, avatares e conexões permanentes, o que acontece com a capacidade humana de estar presente, criar vínculos e amar?
Da solidão à solitude
Em um teatro-ritual contemporâneo, Charles Rosa dá corpo a um homem que havia se desconectado do próprio coração. Ao expor suas vulnerabilidades, ele revisita dores e a busca por ser visto e amado, iniciando uma travessia da solidão à solitude.
Nesse percurso, tenta reaprender a amar e reencontrar presença, pertencimento e sentido para a vida enquanto, ao redor, o mundo experimenta hiperconectividade, solidão, desconexão humana e destruição ambiental.
A história íntima do personagem se mistura à própria história das imagens, à multiplicação das telas e à virtualização das relações. O resultado é uma experiência híbrida entre espetáculo, depoimento intimista e vivência em grupo.
E, para vivenciar a proposta, o público precisa aceitar uma condição pouco comum nos dias atuais: ficar longe das telas durante a apresentação. Celulares, relógios eletrônicos e demais aparelhos devem ser desligados. Na entrada, os dispositivos são colocados em envelopes, lacrados e entregues novamente aos próprios donos.
A ideia é suspender, durante aquele período, as interferências digitais e criar um espaço no qual, como propõe o espetáculo, não entram telas, IAs ou avatares: somente seres humanos.
Depois de cada apresentação, será realizada uma roda de conversa com o público, prolongando as reflexões e experiências provocadas pelo trabalho.
Oficina abre processo de criação do espetáculo
No domingo (20), das 9h às 11h, Charles Rosa transforma parte da pesquisa que deu origem ao solo em uma experiência compartilhada com o público na “Solo – Oficina-Espetáculo”, realizada durante a Galhofada, em Goiânia.
Com 20 vagas, a atividade permitirá aos participantes experimentar vivências presentes no próprio espetáculo, além de outras práticas que integram a Expressão do Ser, trabalho desenvolvido por Charles.
O ator também vai abrir os bastidores de sua criação, compartilhando o percurso que começou com o desejo de construir o espetáculo e passou pelo surgimento das primeiras ideias e insights, pela elaboração do texto, pelos ensaios e pelas escolhas feitas até a chegada da obra à cena.
Durante a oficina, Charles apresentará ainda trechos de “Solo – A Emergência Climática e a Urgência de Amar” para mostrar como algumas cenas foram construídas. O processo dialoga com sua pesquisa em Teatro Físico, Teatro Essencial, de Denise Stoklos, e Dramaturgia do Desejo, de Silvana Abreu.
Dessa forma, a oficina-espetáculo aproxima criação e experiência: em vez de apenas falar sobre como uma obra teatral nasce, o artista convida os participantes a experimentar alguns dos caminhos que atravessaram a construção do trabalho.
A atividade é voltada a jovens e adultos a partir de 14 anos, especialmente aspirantes, estudantes e artistas das artes cênicas, mas também está aberta ao público em geral interessado em processos criativos e vivências em grupo.
Charles Rosa
Ator e terapeuta especialista em comunicação e expressão aplicadas ao desenvolvimento pessoal, Charles Rosa acumula quase 30 anos de experiência. É formado em Artes Cênicas e Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no teatro, cinema e televisão, além de ser facilitador da “Expressão do Ser”.
Em sua formação, integrou o NPAC do Espaço Quasar e estudou na Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro. Também realizou cursos com Fernanda Montenegro, Zé Celso e Amir Haddad, entre outros artistas e mestres.
Além de “Solo – A Emergência Climática e a Urgência de Amar”, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc em Goiás, Charles teve o projeto “Treição – Os Beija-flores Vêm Beijar Seus Corações” contemplado pelo Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, em 2014. Já “Valsa nº 6” recebeu o 1º Prêmio de Teatro do Estado de Goiás, em 2005, e integrou o Circuito Agepel de Artes Cênicas em 2004.
O projeto disponibiliza ainda, gratuitamente, material didático desenvolvido a partir do espetáculo, ampliando o acesso às discussões propostas pela obra.
FICHA TÉCNICA
Concepção e atuação: Charles Rosa
Consultoria: Everson Basili & Silvana Castro
Iluminação: Rodrigo Assis
Sonoplastia: Sérgio Inocêncio
Produção audiovisual: Guilherme Mendonça
Fotografia: Ângela Macário
Assessoria de imprensa: Lumieira Comunicação
Capacitação em acessibilidade cultural: Sara Rafaela Morais
Coordenação de produção: Everson Basili
Produção: Treição – Design de Ecologias & Ateliê da Presença – Cultura e Desenvolvimento
Apoio: Centro Cultural Huni Kuî, Núcleo Vida, Avivar, Studio Que, eDok e Ponto de Cultura Raio de Sol
Realização: Secretaria de Estado da Cultura de Goiás, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e Ministério da Cultura.
Projeto contemplado pelo Edital de Fomento ao Teatro nº 11/2024.