Hélio Fróes se apresenta em Aparecida de Goiânia (14 e 15/8), Senador Canedo (21 e 22/8) e Hidrolândia (29/8) com o espetáculo “Cobre do meu pai” e realiza oficinas gratuitas de teatro

A obra une autoficção, comicidade e emoção para transformar uma história familiar em uma reflexão universal sobre heranças afetivas.

No palco, um tapete circular de couro, um tacho de cobre centenário, Hélio Fróes e as memórias ficcionadas sobre o próprio pai. É com esses elementos que o ator, dramaturgo e diretor leva o espetáculo “Cobre do Meu Pai” a Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Hidrolândia, dando continuidade à circulação estadual iniciada em julho. Todas as apresentações têm entrada gratuita e não é necessário retirar ingressos antecipadamente. A circulação é realizada com o patrocínio do Supermercado Leve, por meio da Lei Goyazes, Governo de Goiás, Secretaria de Estado da Cultura. A produção é da Dias e Melo Assessoria Cultural, de Wellington Dias e Reginaldo Melo.

A primeira parada desta etapa será em Aparecida de Goiânia, nos dias 14 e 15 de agosto, às 19h30, no Teatro Cidade Livre. Além das apresentações, o artista ministra, no dia 15 de agosto, às 8h30, uma oficina gratuita de Introdução ao Teatro. Na sequência, Senador Canedo recebe o espetáculo nos dias 21 e 22 de agosto, às 19h30, durante a programação da Feira Criativa Morada do Morro. A etapa de agosto se encerra em Hidrolândia, dentro da programação do Festival Hidroencena. No dia 29 de agosto, Hélio Fróes ministra, às 10h20, uma oficina gratuita de teatro e apresenta o espetáculo às 14 horas, no Cine Grimpas.

As oficinas têm duração de quatro horas e são voltadas para pessoas com idade a partir de 14 anos. Ministradas pelo próprio Hélio Fróes, abordam princípios básicos da interpretação, expressão corporal, voz e presença cênica, oferecendo aos participantes um primeiro contato com a linguagem teatral. Cada cidade disponibiliza 15 vagas.

Entre julho e outubro, Hélio Fróes percorre dez cidades goianas com o monólogo, que estreou em 2024 e marca seu retorno aos palcos após doze anos dedicados principalmente à docência e à produção audiovisual. Com direção de Fernanda Pimenta, o trabalho transforma uma experiência íntima em uma reflexão sobre identidade, memória, patriarcado e os legados afetivos transmitidos entre gerações.

Círculo de Cobre – 20 apresentações em 10 municípios
Após passar por Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Olhos d’Água e Formosa, a circulação segue por Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Hidrolândia durante o mês de agosto. Em setembro, o espetáculo chega a Catalão e Campo Alegre de Goiás, encerrando a temporada em Luziânia, no mês de outubro. Ao todo, serão 20 apresentações gratuitas em dez municípios goianos.

Segundo Hélio Fróes, a circulação nasceu do desejo de descentralizar a produção teatral e ampliar o acesso da população às artes cênicas: “Nossa proposta é romper com a concentração da produção artística em polos já consolidados, como Anápolis, Cidade de Goiás e Pirenópolis, municípios reconhecidos pela efervescência cultural e pela presença constante de festivais e produções teatrais. Queremos levar o teatro para cidades que, muitas vezes, ficam fora desses circuitos e proporcionar experiências artísticas de qualidade para novos públicos.”

Cobre do Meu Pai – o retorno de um artista aos palcos
O trabalho marca o retorno de Hélio Fróes aos palcos depois de doze anos. Nesse período, além de enfrentar a perda do pai para o câncer e, posteriormente, viver ele próprio a experiência da doença, dedicou-se à formação de artistas como professor da Escola do Futuro em Artes Basileu França e à direção de produções audiovisuais, entre elas Festa Entre Parentes, Vila Mariote e a adaptação audiovisual de Gato Negro.

“Cobre do Meu Pai” é um espetáculo sutil, minimalista e profundamente humano que parte de uma história real para construir uma narrativa que mescla memória, autoficção e fabulação. Em cena, Hélio Fróes revisita a relação com o pai, figura que, da imagem heroica da infância, revela contradições e silêncios capazes de transformar essa percepção. Ao abordar temas como memória, identidade, heranças afetivas, patriarcado e masculinidades, a obra ultrapassa o caráter autobiográfico e transforma uma experiência pessoal em uma reflexão universal.

Sutilezas em cena – Cobre: verbo e substantivo
A cenografia minimalista de “Cobre do Meu Pai” é composta apenas por um tapete circular de couro e um tacho de cobre de cem litros, elementos que simbolizam os ciclos da memória e a permanência do passado. Para Hélio Fróes, o tacho representa a herança familiar e os segredos ocultos, tornando sua comercialização um rito de passagem que leva o protagonista a confrontar o próprio passado. O cobre também dá sentido ao título da obra, assumindo um significado duplo: como substantivo e como verbo.