Educação se une em Goiás e transforma apoio a Fatima Gavioli em movimento pró-educação

Encontro reúne mais de 200 apoiadores e reforça articulação de professores, servidores e lideranças em torno da pré-candidatura da ex-secretária à Câmara Federal

O apoio ao projeto político da candidata Fátima Gavioli à Câmara Federal começa a ganhar contornos de movimento político dentro da educação em Goiás. Em um encontro que reuniu mais de 200 pessoas, entre profissionais da área, gestores, servidores, lideranças políticas e representantes de outros segmentos, a principal mensagem foi de unidade: a categoria quer transformar a experiência acumulada na rede estadual de Goiás em representação política no Congresso Nacional. Mais do que manifestações individuais de apoio, os discursos apresentados durante o encontro apontam para uma mobilização que vem se espalhando entre profissionais e estruturas da educação municipal e estadual.

A defesa do nome de Fatima Gavioli aparece associada à memória de sua passagem de sete anos e três meses pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e aos resultados atribuídos à gestão, mas também à necessidade de que professores e servidores tenham uma voz própria em Brasília. É nesse cenário que se inserem as manifestações da professora e gestora do CEPI Professor Alcides Jubé, da Cidade de Goiás, Maria Cristina e da professora Gleicimar Arantes, gestora do CEPI Brasil Ramos Caiado, da cidade de Araguapaz. As duas reforçaram, por perspectivas diferentes, o sentimento de pertencimento da categoria ao projeto político de Fátima e ajudaram a dar sustentação à principal tese do encontro: a educação precisa deixar de apenas reivindicar políticas públicas e passar a participar diretamente da construção delas por meio de representantes identificados com a realidade da categoria.

Maria Cristina destacou justamente a importância dessa união. Em sua fala, o apoio a Fátima foi apresentado como uma oportunidade para que a educação tenha uma representação efetiva no Congresso, aproximando a política das necessidades de quem vive diariamente a realidade das escolas. A manifestação reforça o caráter coletivo da mobilização e a percepção de que a candidatura não pertence apenas a um grupo político, mas encontra respaldo entre profissionais que se reconhecem na trajetória da professora.
Gleicimar Arantes também colocou a força da categoria no centro do debate. Ao defender a candidatura da ex-secretária, ressaltou a importância de transformar a mobilização dos profissionais em força política capaz de garantir espaço para a educação nas decisões nacionais. Sua participação reforçou a ideia de que o movimento em torno de Fátima é construído a partir da própria base da educação, reunindo diferentes segmentos em torno de um projeto político que se apresenta como representante da categoria.

A leitura é compartilhada pelo coordenador regional de educação da Cidade de Goiás, professor Jonas Berquó, que destacou a dimensão da mobilização e citou o envolvimento das 36 regionais da Educação no processo. Ao apresentar resultados alcançados por unidades escolares e pela rede durante a gestão de Fátima, ele sustentou que existe uma razão concreta para a categoria defender a continuidade de um projeto que considera exitoso. “Quem viveu a gestão da Fátima não aceita nada menos do que o que ela fez”, afirmou, sintetizando o sentimento de parte dos apoiadores.O vereador por Goiás, Solimar dos Santos (UB) ampliou o discurso destacando a importância da Professora Fátima no cenário político. Ao declarar apoio à caminhada de Fátima, defendeu que a ex-secretária leve para o Congresso Nacional a experiência adquirida na gestão pública e a vivência de quem conhece a educação por dentro “a chegada de Fátima a Brasília representará também o fortalecimento da presença de Goiás no debate nacional sobre educação”, explicou.

Fátima Gavioli, por sua vez, colocou sua própria trajetória como elemento de conexão com a categoria. Ao relembrar os desafios encontrados quando assumiu a Seduc, em 2019, destacou o saneamento das contas, a retomada de obras, reformas e construção de unidades escolares, a distribuição de uniformes e notebooks para professores e a criação do Bolsa Estudo. Também defendeu uma administração baseada em critérios técnicos, responsabilidade com o dinheiro público e igualdade de tratamento.

No entanto, foi ao falar sobre representação política que a candidata estabeleceu o principal eixo de sua campanha. Para ela, a educação possui força política e volume de votos suficientes para eleger seus próprios representantes, desde que professores e servidores estejam unidos em por um projeto em comum. A defesa da categoria, segundo ela, precisa chegar ao Congresso por meio de quem conhece de perto suas dificuldades e demandas. Essa construção também aparece nas propostas apresentadas pela ex-secretária. Entre as bandeiras mencionadas estão a valorização dos profissionais da educação, o fortalecimento dos servidores administrativos e a defesa da redução dos dias letivos de 200 para 180, em âmbito nacional. A proposta é apresentada como parte de uma agenda mais ampla de valorização de quem trabalha nas escolas e de reconhecimento das diferentes funções que sustentam o sistema educacional.

Ao final, o encontro deixou mais do que uma demonstração de apoio à candidatura de Gavioli. Maria Cristina, Gleicimar Arantes, Jonas Berquó, Solimar e os demais participantes ajudaram a construir uma narrativa política comum: a educação quer ocupar espaço onde as decisões são tomadas. E, nesse movimento, Fátima Gavioli busca se consolidar como o nome capaz de levar para o Congresso a voz de uma categoria que, desta vez, pretende não apenas ser ouvida, mas também participar diretamente das decisões como voz ativa de uma categoria, até então, sem altivez.