Quaest: 77% ainda não decidiram candidato ao Senado

Índice de indefinição na pesquisa espontânea está cerca de 30 pontos acima dos registrados em levantamentos comparáveis de 2018 e 2022. Especialistas apontam que o voto para o Senado costuma ser definido na reta final.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 24, pela TV Anhanguera mostra um cenário atípico na disputa pelas duas vagas ao Senado em Goiás. Na pergunta espontânea, quando nenhum nome é apresentado, 77% dos eleitores não souberam citar um candidato. Na estimulada, com a apresentação da lista, os indecisos caem para 22%. A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro.

O percentual da espontânea está bem acima do observado em levantamentos realizados em períodos semelhantes das duas eleições anteriores. Em 2018, pesquisa Diagnóstico registrou 48,7% de indecisos. Em 2022, o Serpes encontrou 46,6%. O patamar atual supera esses dois referenciais em aproximadamente 30 pontos percentuais.

A demora para definir o voto ao Senado é um comportamento já identificado nacionalmente. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto mostrou que 32% dos brasileiros costumam escolher o candidato a senador apenas na última semana, incluindo 14% que deixam a decisão para o próprio dia da eleição.

À Folha de Pernambuco, a cientista política Priscila Lapa afirmou que o eleitor tende a concentrar primeiro sua atenção nas disputas para o Executivo e que, para o Senado, o voto acaba sendo “decidido realmente de última hora”.

Neste ano, o eleitor goiano terá dois votos para senador, o que acrescenta uma segunda escolha à definição da chapa. Os números indicam que, faltando pouco mais de uma semana para a votação, uma parcela elevada do eleitorado ainda não consegue apontar espontaneamente sequer um nome para o cargo.