Governo de Goiás orienta população sobre prevenção a incêndios em áreas urbanas

Decreto suspende uso do fogo em vegetação no território goiano até 31 de outubro. Aos municípios, recomendação do governo estadual visa adoção de medidas para orientar descarte correto de lixo

O Governo de Goiás orienta a população a evitar o uso do fogo na limpeza de lotes, na eliminação de resíduos e em outras atividades durante o período de estiagem. As medidas buscam reduzir ocorrências em áreas urbanas, onde as chamas podem atingir imóveis, parques e terrenos com vegetação seca. Como parte das medidas de prevenção, o decreto nº 10.962 suspendeu o uso do fogo em vegetação em todo o território goiano entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026. A restrição abrange o período de maior risco de incêndios e busca reduzir ocorrências provocadas por atividades humanas.

O decreto também determina que os órgãos estaduais promovam ações de conscientização sobre os riscos do uso do fogo. Aos municípios, recomenda a adoção de medidas para proibir queimadas na limpeza de vegetação e na eliminação de lixo e outros resíduos em imóveis urbanos e rurais. A orientação é dar destinação adequada ao lixo, às folhas e aos restos de poda, sem recorrer à queima. A população também deve evitar fogueiras e outras atividades que possam iniciar chamas próximo a lotes, matas, parques ou áreas com vegetação seca.

O Corpo de Bombeiros reforça que, além dos danos à vegetação, os incêndios afetam a qualidade do ar, provocam perda de biodiversidade, expõem o solo à erosão e podem atingir plantações e pastagens. A fumaça amplia a presença de poluentes no ambiente e pode agravar problemas respiratórios, principalmente de crianças e idosos. Ao identificar fumaça ou um incêndio, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A comunicação rápida da ocorrência permite direcionar as equipes e reduzir o risco de propagação do fogo.

Em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás atendeu aproximadamente 12 mil ocorrências de incêndio. Cerca de 8 mil foram registradas em áreas urbanas e outras 4 mil em regiões rurais. Segundo a corporação, a maior parte dos incêndios em vegetação está relacionada à ação humana, de forma acidental ou intencional. Entre as situações recorrentes estão as queimadas para limpeza de terrenos, o manejo inadequado de pastagens, a eliminação de lixo e outras práticas com fogo que saem do controle.