Copa Feminina 2027 mobiliza ações do Governo do Brasil e deixa legado para o país, afirma Paulo Henrique Cordeiro

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, Paulo Henrique destacou o legado do Mundial e celebrou a aprovação da Universidade Federal do Esporte pelo Senado

A preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 e a criação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) foram os principais temas abordados pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), na manhã desta quarta-feira (17).

Ao apresentar as prioridades da pasta, o ministro afirmou que o Mundial será uma oportunidade histórica para ampliar a participação das mulheres no esporte, fortalecer políticas públicas e consolidar um legado permanente de inclusão, infraestrutura e formação esportiva para as próximas gerações.

Paulo Henrique Cordeiro destacou a atuação do Grupo Executivo para a Copa do Mundo Feminina de 2027 (GECOPA), responsável por articular as ações dos órgãos federais envolvidos na preparação do país para receber a competição.

Segundo o ministro, o objetivo é assegurar que os investimentos realizados para o torneio gerem benefícios permanentes, especialmente para meninas e mulheres que desejam ingressar na prática esportiva.

“Nós criamos o GECOPA, que reúne as primeiras estratégias e desafios para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. A intenção é que os planos operacionais orientem a atuação de todo o governo federal e deixem um legado de inclusão e infraestrutura voltada para o esporte de base feminino”, afirmou.
O ministro ressaltou que a organização do Mundial ultrapassa a dimensão esportiva e envolve áreas como mobilidade, turismo, segurança, educação e desenvolvimento social, consolidando a competição como uma política pública de alcance nacional.

Outro destaque da entrevista foi a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Paulo Henrique Cordeiro classificou a iniciativa como uma das ações estruturantes do Governo do Brasil para consolidar definitivamente o esporte como política de Estado.

Segundo o ministro, a nova instituição surge em um momento simbólico para o país, marcado pela preparação para grandes eventos esportivos internacionais e pelo fortalecimento das políticas de formação de profissionais especializados.

“A Universidade Federal do Esporte nasce em um período especial para o esporte brasileiro, às vésperas da Copa do Mundo de 2026 e da Copa do Mundo Feminina de 2027. É uma proposta estruturante do Governo do Brasil que consolida de vez o esporte como política de Estado, com foco no conhecimento, na formação técnica e no desenvolvimento da ciência do esporte no nosso país”, destacou.
A UFEsporte, que terá sede em Brasília e um polo em cada região do país, deverá contribuir para a formação de gestores públicos, treinadores, pesquisadores e demais profissionais do setor, ampliando a capacidade do Brasil de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e aperfeiçoar políticas públicas voltadas ao esporte educacional, participativo e de alto rendimento.

Esporte voltou a ocupar posição estratégica nas políticas públicas

Ao abordar a estrutura atual da pasta, Paulo Henrique Cordeiro ressaltou a recriação do Ministério do Esporte em 2023 como um marco para a ampliação dos investimentos no setor.

“O fato mais simbólico de tudo isso é o presidente Lula, em 2023, fazer com que o Ministério do Esporte, que então tinha ficado na condição de secretaria, passasse novamente a ser ministério. O esporte voltou a ser política pública no Brasil”, declarou.
Bolsa Atleta e infraestrutura avançam

O ministro também destacou os resultados do Bolsa Atleta e os investimentos em infraestrutura esportiva em todas as unidades da Federação.

“Nós temos tido recordes no Bolsa Atleta e a ampliação da infraestrutura esportiva nos 27 estados. O programa funciona como um verdadeiro símbolo de legado, dando a segurança necessária para que o atleta foque unicamente no seu desempenho e represente bem o nosso país”, disse.
Ao tratar da execução de recursos, Paulo Henrique Cordeiro informou que o Ministério do Esporte recebeu mais de 10 mil projetos no último ano e executou mais de R$ 1 bilhão em iniciativas e obras de infraestrutura esportiva.

“No ano passado nós recebemos mais de 10 mil projetos. Nós executamos mais de R$ 1 bilhão em projetos e obras de infraestrutura no esporte no Brasil. Nós temos recebido do Congresso Nacional R$ 3 bilhões para executar. Esses recursos são executados de forma desburocratizada. Criamos um sistema próprio que recebe a indicação orçamentária e permite que um projeto apresentado hoje possa ser empenhado no mesmo dia”, explicou.
Inclusão social amplia acesso ao esporte

Entre as ações voltadas à inclusão, o ministro destacou o programa TEAtivo, destinado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O esporte é uma ferramenta poderosa de inclusão social, de formação de novos talentos e, acima de tudo, de realização de sonhos. Programas como o TEAtivo ajudam a reduzir barreiras sensoriais e sociais, abrindo as portas do lazer e do esporte para todos”, concluiu.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte.