Contrata+Mais: Governo Lula amplia contratação de MEIs

Programa aproxima microempreendedores individuais do setor público, reduz burocracia e busca fazer com que recursos das compras governamentais permaneçam nas economias locais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato de ampliação do Contrata+Brasil, iniciativa do governo federal destinada a facilitar a contratação de microempreendedores individuais (MEIs) pelo poder público. Diversos órgãos, ministérios, bancos e empresas estatais aderiram ao programa, ampliando o mercado potencial para pequenos prestadores de serviços em todo o País.

A iniciativa conecta diretamente os microempreendedores às demandas de órgãos públicos e procura simplificar um processo que tradicionalmente impõe dificuldades burocráticas aos pequenos negócios. O objetivo do governo é utilizar o poder de compra do Estado como instrumento de desenvolvimento econômico e distribuição de renda.

Durante o evento, Lula destacou especialmente a importância de fazer com que os recursos públicos movimentem as economias das cidades onde os serviços são prestados.

“Se o dinheiro circular na sua cidade, vai ter mais comércio, mais emprego e mais dinheiro de arrecadação”, afirmou o presidente.

Dinheiro circulando na economia local
Lula defendeu que as compras governamentais sejam também um mecanismo de fortalecimento das comunidades e dos pequenos empreendedores.

Segundo o presidente, o trabalhador autônomo e o microempreendedor tendem a reinvestir seus ganhos no próprio negócio e na região onde vivem, criando um efeito multiplicador sobre comércio, emprego e arrecadação municipal.

O presidente também associou a política à sua visão sobre distribuição de renda.

“Muito dinheiro na mão de poucos significa pobreza e miséria, e dinheiro, mesmo que pouco, na mão de muitos significa distribuição de riqueza e oportunidades”, afirmou Lula.

A lógica do programa é permitir que uma parcela maior do dinheiro movimentado pelo Estado chegue diretamente a pequenos prestadores de serviços, em vez de ficar concentrada apenas em empresas de maior porte.

MEIs ganham acesso ao mercado público
Por meio do Contrata+Brasil, microempreendedores podem visualizar oportunidades oferecidas pelos órgãos públicos e apresentar suas propostas de maneira simplificada.

O sistema contempla diferentes categorias profissionais e atividades, abrindo espaço para eletricistas, pintores, profissionais de alimentação, músicos e diversos outros prestadores de serviços.

A plataforma permite acompanhar as oportunidades disponíveis e as propostas apresentadas, reduzindo barreiras para empreendedores que historicamente tiveram dificuldades para participar das contratações públicas.

A ampliação da adesão de ministérios, bancos públicos e empresas estatais tende a aumentar significativamente o universo de potenciais contratantes.

Governo aposta na desburocratização
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que a iniciativa integra o processo de transformação da administração pública promovido pelo governo federal.

Segundo ela, o governo está “modernizando o Estado brasileiro, aumentando a eficiência e ganhando escala e experiência”.

O ministro Paulo Henrique Pereira afirmou que o Contrata+Brasil representa uma “nova geração de políticas públicas”, baseada na combinação entre tecnologia, desburocratização e inclusão econômica.

A proposta é utilizar ferramentas digitais para tornar mais simples a relação entre o pequeno empreendedor e o Estado, permitindo que trabalhadores que antes praticamente não tinham acesso ao mercado de compras públicas possam disputar contratos governamentais.

Lula regulamenta marketplace para compras públicas

Durante a iniciativa, Lula também assinou decreto regulamentando o Sistema de Compras Expressas (Sicx), concebido como um marketplace digital para compras públicas de menor complexidade.

O sistema busca simplificar procedimentos, reduzir o tempo necessário para as contratações e acelerar os pagamentos aos fornecedores.

A combinação do Sicx com o Contrata+Brasil faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para modernizar as compras públicas e ampliar a participação dos pequenos negócios nesse mercado.

Além de aumentar a eficiência administrativa, o governo pretende transformar o poder de compra do Estado em ferramenta de política econômica.

Ao direcionar uma parcela maior das contratações públicas aos MEIs e pequenos empreendedores, a estratégia defendida por Lula busca criar um ciclo no qual o recurso público permanece nas comunidades, movimenta o comércio, fortalece pequenos negócios, gera trabalho e aumenta a arrecadação local.

Para o governo, trata-se de combinar modernização do Estado com uma política de distribuição de oportunidades, fazendo das compras públicas um instrumento adicional de desenvolvimento econômico e inclusão social. www.brasil247.com